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Carro-bomba em Beirute deixa 11 feridos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um carro-bomba explodiu nos subúrbios da capital do Líbano, Beirute, deixando pelo menos 11 pessoas feridas, à meia noite deste sábado (19h em Brasília), segundo a polícia do país. A explosão abriu cratera de dois metros de profundidade no chão, destruiu carros e a fachada de prédios. Poucas horas depois, o presidente do Líbano, Emile Lahoud, pediu um diálogo de entendimento nacional entre os grupos da oposição anti-Síria e a favor do governo. Sem fazer qualquer menção à explosão, Lahoud disse que o Líbano está vivendo "circunstâncias excepcionais" e que todas as facções políticas deveriam se unir para "proteger os interesses do país". Clima Não está claro qual o alvo do carro-bomba, que explodiu na noite deste sábado, em uma área de maioria cristã, o subúrbio de New Jdeideh. "Vimos o carro voar e aterrisar na rua bem na nossa frente", disse uma testemunha à agência Reuters. O clima político no Líbano tem estado delicado desde a bomba que matou o antigo premiê do país, Rafiq Hariri, em 14 de fevereiro. A Síria, que tem tropas no Líbano, negou acusações de que foi responsável pelo assassinato. O governo da Síria concordou em retirar suas tropas, em meio à intensa pressão internacional e depois de enormes protestos em beirute. A Síria já recuou muitos soldados e agentes de inteligência para o Vale do Bekaa, no leste do Líbano, o para o seu próprio território. Carros-bombas eram comuns durante a guerra civil libanesa, de 1975 até o início dos anos 1990. |
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