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ONU quer retirada total da Síria antes de maio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse que espera uma retirada total das tropas sírias do Líbano antes das eleições de maio. O presidente da Síria, Bashar al-Assad, se comprometeu a realizar uma primeira etapa da retirada de soldados e agentes secretos de seu país até o dia 1º de abril, de acordo com o enviado especial da ONU, Terje Roed-Larsen. Roed-Larsen disse que será estabelecido pela Síria e pelo Líbano um cronograma para a retirada militar total até 7 de abril. A Síria já transferiu vários soldados e agentes para o Vale do Bekaa, no leste do Líbano, e para território sírio. Pressão O governo sírio concordou em retirar os cerca de 14 mil soldados e seus agentes de inteligência após forte pressão internacional e protestos na ruas de Beirute. "Ainda faltam algumas questões logísticas, mas todas as pessoas se foram, todas elas", disse à agência de notícias Reuters uma importante fonte dos serviços de segurança do Líbano. A mesma fonte acrescentou que algo entre 8 mil e 10 mil soldados e agentes sírios permanecem no vale do Bekaa – leste do Líbano, perto da fronteira sírio-libanesa. As instalações abandonadas ficam principalmente no norte do Líbano e nos arredores de Beirute. Testemunhas disseram ainda que dois centros de inteligência sírios no norte do país foram completamente evacuados nas primeiras horas desta quinta-feira. Sem data Al-Assad, prometeu retirar as tropas do país vizinho, mas ainda não há uma data marcada para que isso ocorra. Os Estados Unidos também pressionam Damasco para que todas as suas forças deixem o Líbano antes das eleições parlamentares, marcadas para maio. Segundo relatos na imprensa local, a segunda fase de retirada deve ser definida numa reunião de um comitê militar conjunto sírio-libanês na primeira semana de abril. As tropas sírias entraram no Líbano em 1976, para separar facções libanesas que se enfrentavam na brutal guerra civil do país, que durou 15 anos. As pressões pela retirada síria se intensificaram após o assassinato, com um carro-bomba, do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em 14 de fevereiro. No ano passado, o Conselho de Segurança da ONU já havia aprovado a resolução 1559, exigindo a retirada das tropas sírias e o desarmamento de todas as milícias do Líbano – uma referência ao grupo xiita Hezbollah, que tem liderado protestos pró-Síria nas últimas semanas. Televisão do Hezbollah O órgão regulamentador de transmissões de rádio e televisão da União Européia anunciaram que a emissora libanesa de TV, Al Manar, não será mais disponibilizada em satélites europeus a partir desta segunda-feira. A Al Manar é sustentada pelo grupo líbanês xiita Hezbollah. A decisão foi tomada em uma reunião em Bruxelas, na Bélgica, onde órgãos que supervisionam a mídia concordaram em coordenar esforços em toda a Europa para combater transmissões que acreditam incitar o ódio ou promover racismo e xenofobia. A emissora, com sede em Beirute, já foi proibida de utilizar o provedor de serviços de satélite francês, Eutelsat, e as autoridades holandesas ordenaram que um serviço via satélite na Holanda seja tirado do ar até segunda-feira porque o canal não tinha a licença exigida no país. Mas a emissora continuará usando satélites do Oriente Médio, fora da jurisdição européia. |
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