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Atualizado às: 19 de março, 2005 - 15h34 GMT (12h34 Brasília)
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Presidente do Líbano convoca negociações com urgência
Cena da explsoão em Beirute
O ataque aconteceu em uma área de maioria cristã
O presidente do Líbano, Emile Lahoud, fez um apelo para que seja estabelecido um diálogo imediatamente entre a oposição anti-Síria de seu país e facções leais.

As negociações, segundo ele, seriam necessárias para "chegar a um acordo no interesse do Líbano".

O apelo de Lahoud foi feito pouco depois da explosão de um carro-bomba, num subúrbio predominantemente cristão da capital, Beirute, que deixou 11 pessoas feridas.

"(O presidente) Lahoud pede que os dois lados cumpram suas responsabilidades históricas de proteger os mais altos interesses do Líbano nesse momento delicado, abrindo um diálogo direto e imediato para se chegar a um consenso no interesse do Líbano", disse um comunicado divulgado pelo gabinete de Lahoud.

Portas abertas

O comunicado afirma que o diálogo pode acontecer em qualquer lugar, "inclusive o palácio presidencial, que vai manter suas portas abertas".

Os partidos políticos não responderam à convocação do presidente, que cancelou um visita à Argélia onde compareceria a um encontro de cúpula árabe "por causa da situação no país".

Ainda não se sabe quem seria o alvo do ataque. Mas a oposição diz que simpatizantes do governo querem causar tensão para justificar a presença de tropas Sírias no Líbano.

A correspondente da BBC em Beirut, Kim Ghattas, afirma que líderes da oposição libanesa não se mostram muito dispostos a conversar com Lahoud.

Integrantes da oposição classificaram a explosão que feriu 11 pessoas como um ato de terrorismo e acusaram facções pró-Síria de estar por trás do atentado.

A explosão abriu uma cratera de dois metros de profundidade no chão, destruiu carros e a fachada de prédios.

"Vimos um carro voar e aterrisar na rua bem na nossa frente", disse uma testemunha à agência Reuters.

Hariri

O clima político no Líbano tem estado delicado desde o atentado a bomba que matou o antigo premiê do país, Rafiq Hariri, em 14 de fevereiro.

A Síria, que tem tropas no Líbano, negou acusações de que tenha sido responsável pelo assassinato.

O governo da Síria concordou em retirar suas tropas, em meio à intensa pressão internacional e depois de enormes protestos em Beirute.

A Síria já recuou muitos soldados e agentes de inteligência para o Vale do Bekaa, no leste do Líbano, o para o seu próprio território.

Carros-bombas eram comuns durante a guerra civil libanesa, de 1975 até o início dos anos 1990.

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