BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 25 de março, 2005 - 01h21 GMT (22h21 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
ONU defende inquérito internacional para morte de Hariri
News image
Ambiente está tenso no Líbano desde assassinato de ex-premiê
Um relatório das Nações Unidas (ONU) sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, no dia 14 de fevereiro, concluiu que é necessária a realização de um inquérito internacional independente.

Segundo a ONU, a investigação realizada pelo governo libanês para descobrir quem colocou uma poderosa bomba no centro da capital do país, Beirute, no atentado que matou Hariri foi falha e inconclusiva.

"O processo de investigação libanês sofre de sérias falhas e não tem a capacidade nem o compromisso de atingir uma conclusão crível e satisfatória", afirma o documento divulgado nesta quinta-feira.

O relatório também atribui responsabilidade à Síria pelas tensões políticas que antecederam o assassinato.

O presidente libanês, Emile Lahoud, pediu ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para fazer o que for necessário para encontrar os assassinos de Hariri.

Retirada síria

Sob intensa pressão internacional e grandes protestos oposicionistas, a Síria já transferiu suas tropas e agentes de inteligência de volta para a região do vale de Bekaa, no leste do Líbano, ou para a Síria.

Cerca de dez mil soldados permanecem no país, dos 14 mil que, estima-se, estavam em várias áreas do Líbano antes da morte de Hariri.

Nesta quinta-feira, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, disse que o presidente sírio, Bashar al-Assad, vai anunciar um cronograma para a retirada do Líbano em uma semana.

O enviado das Nações Unidas, Terje Roed-Larsen, que visitou a região anteriormente, havia dito que um cronograma para a retirada completa seria estabelecido no dia 7 de abril.

Segundo Mubarak, o presidente sírio está disposto a efetivar a retirada antes ads eleições parlamentares libanesas, planejadas para maio, como pedem os Estados Unidos.

O líder egípcio diz ter recebido a informação do próprio Assad na quarta-feira. Ele está em Paris, onde se reuniu com o presidente francês, Jacques Chirac, para discutir a situação no Líbano, entre outros assuntos.

Por outro lado, os Estados Unidos aumentaran as pressões sobre o Líbano para que realize eleições gerais na data prevista, em maio, e com a presença de monitores internacionais.

As eleições são necessárias para criar um "ambiente político diferente", disse um enviado dos Estados Unidos, David Satterfield.

Líderes mundiais manifestaram temor com a possibilidade da volta da violência sectária no Líbano depois de duas explosões em áreas cristãs nesta semana.

O presidente Jacques Chirac sugeriu que a explosão da quarta-feira - que matou três estrangeiros que trabalhavam em um shopping center em Kaslik - pode ter sido causada por militantes pró-síria que tentavam mostrar que a retirada das tropas é um erro.

O presidente pró-síria do Líbano, Emile Lahoud, apelou novamente por diálogo para pôr fim ao impasse que vem impedindo a formação de um novo governo.

Mulher na ChechêniaEstados Unidos
Estudante abre fogo em escola e se suicida; veja fotos.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade