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ONU defende inquérito internacional para morte de Hariri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório das Nações Unidas (ONU) sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, no dia 14 de fevereiro, concluiu que é necessária a realização de um inquérito internacional independente. Segundo a ONU, a investigação realizada pelo governo libanês para descobrir quem colocou uma poderosa bomba no centro da capital do país, Beirute, no atentado que matou Hariri foi falha e inconclusiva. "O processo de investigação libanês sofre de sérias falhas e não tem a capacidade nem o compromisso de atingir uma conclusão crível e satisfatória", afirma o documento divulgado nesta quinta-feira. O relatório também atribui responsabilidade à Síria pelas tensões políticas que antecederam o assassinato. O presidente libanês, Emile Lahoud, pediu ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para fazer o que for necessário para encontrar os assassinos de Hariri. Retirada síria Sob intensa pressão internacional e grandes protestos oposicionistas, a Síria já transferiu suas tropas e agentes de inteligência de volta para a região do vale de Bekaa, no leste do Líbano, ou para a Síria. Cerca de dez mil soldados permanecem no país, dos 14 mil que, estima-se, estavam em várias áreas do Líbano antes da morte de Hariri. Nesta quinta-feira, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, disse que o presidente sírio, Bashar al-Assad, vai anunciar um cronograma para a retirada do Líbano em uma semana. O enviado das Nações Unidas, Terje Roed-Larsen, que visitou a região anteriormente, havia dito que um cronograma para a retirada completa seria estabelecido no dia 7 de abril. Segundo Mubarak, o presidente sírio está disposto a efetivar a retirada antes ads eleições parlamentares libanesas, planejadas para maio, como pedem os Estados Unidos. O líder egípcio diz ter recebido a informação do próprio Assad na quarta-feira. Ele está em Paris, onde se reuniu com o presidente francês, Jacques Chirac, para discutir a situação no Líbano, entre outros assuntos. Por outro lado, os Estados Unidos aumentaran as pressões sobre o Líbano para que realize eleições gerais na data prevista, em maio, e com a presença de monitores internacionais. As eleições são necessárias para criar um "ambiente político diferente", disse um enviado dos Estados Unidos, David Satterfield. Líderes mundiais manifestaram temor com a possibilidade da volta da violência sectária no Líbano depois de duas explosões em áreas cristãs nesta semana. O presidente Jacques Chirac sugeriu que a explosão da quarta-feira - que matou três estrangeiros que trabalhavam em um shopping center em Kaslik - pode ter sido causada por militantes pró-síria que tentavam mostrar que a retirada das tropas é um erro. O presidente pró-síria do Líbano, Emile Lahoud, apelou novamente por diálogo para pôr fim ao impasse que vem impedindo a formação de um novo governo. |
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