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Espanha desmascara quadrilha milionária | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia na Espanha desmascarou uma grande quadrilha especializada em lavagem de dinheiro, localizada no balneário espanhol de Marbella, na chamada “Costa do Crime”. O apelido foi dado para a região de Costa do Sol por ela ter abrigado, ao longo dos anos, um grande número de quadrilhas de criminosos internacionais. Na operação deste domingo, foram presas 41 pessoas, de pelo menos cinco nacionalidades. O grupo é suspeito de ter lavado mais de US$ 300 milhões para gangues envolvidas com assassinato, tráfico de drogas, armas e prostituição. Luxo A polícia espanhola afirmou acreditar que parte do dinheiro viria da companhia de petróleo russa, Yukos. Um porta-voz da empresa negou qualquer envolvimento com as operações ilegais. Foram apreendidos dois aviões, um barco e mais de 40 carros de luxo na blitz policial, ocorrida após 10 meses de investigações. Entre os detidos, estão cidadãos espanhóis, franceses, russos, finlandeses e ucranianos. Marte A operação conjunta das policias russa e espanhola foi apelidada Baleia Branca e contou com a ajuda da Interpol e da Europol. Grandes quantias foram desviadas da Yukos para uma companhia russa e depois para um de suas filiais espanholas, segundo o ministro do Interior espanhol. A polícia russa está investigando a Yukos e tenta reaver cerca de US$ 28 bilhões em impostos que não teriam sido pagos. O fundador da empresa, Mikhail Khordokovsky, está detido desde outubro de 2003 e enfrenta acusações separadas de fraude e evasão de taxas. O porta-voz da Yukos, Alexander Shadrin, negou qualquer atividade illegal. “O único lugar que ainda falta procura é marte. Será que lavamos algum dinheiro por lá?” |
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