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ONU vai trocar representante no Congo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU anunciou que vai substituir o seu representante na República Democrática do Congo (RDC), William Lacy Swing, cuja permanência no cargo foi posta em xeque depois do escândalo de abusos sexuais supostamente cometidos pelas tropas de paz que a entidade mantém no país. O porta-voz da ONU, Fred Eckart, disse que Swing será mantido no cargo, de chefe da missão da ONU no ex-Zaire, até que um substituto seja nomeado, mais tarde neste ano. Eckard disse num comunicado que Swing lidaria com as questões mais urgentes, mas "que quando as coisas se estabilizassem (Annan) daria início a uma transição para um novo representante especial". Segundo o porta-voz, Annan e Swing teriam concluído depois de uma reunião que, com o alto nível de violência na região de Ituri, no nordeste do país, este não seria o momento adequado para uma troca no comando da missão da ONU. Denúncias Apenas no mês passado, a ONU investigou 72 denúncias de abuso sexual por "capacetes azuis", como são chamadas as tropas de paz, e funcionários civis. Um relatório interno divulgado em janeiro concluiu que pelo menos 26 denúncias eram fundamentadas. Em alguns casos, meninas de 12 anos recebiam comida ou pequenas somas de dinheiro em troca de sexo com os soldados. O próprrio Swing, de 70 anos, não foi implicado em nenhuma das denúncias. Uma das medidas tomadas pela ONU foi proibir qualquer contato sexual das suas tropas e funcionários com a população local. Segundo a agência Reuters, a ONU também começou a trocar funcionários em altos cargos, como um sinal que os superiores na hieraequia da entidade serão responsabilizados por desvios de conduta ocorridos sob a sua supervisão. Seis soldados marroquinos foram presos em conexão com as investigações. |
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