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Pelo menos 50 morrem em operação da ONU no Congo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 50 rebeldes foram mortos pelas forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo. Eles faziam parte do grupo culpado pela morte de soldados de Bangladesh na semana passada no país. A ONU usou tropas, helicópteros e veículos armados em uma grande operação contra a milícia FNI. A batalha aconteceu perto da cidade de Bunia, no nordeste da região de Ituri. O coronel Dominique Demange, porta-voz da ONU, disse que os soldados das forças de paz foram atacados e responderam imediatamente. Na terça-feira, o governo do Congo afirmou que quatro líderes da FNI tinham sido detidos. A FNI negou as acusações de ter feito a emboscada que levou à morte dos nove soldados de Bangladesh na semana passada, o pior ataque contra tropas estrangeiras desde que a ONU começou sua missão de paz no Congo há seis anos. Há cerca de 12 mil soldados que compõem as forças de paz da ONU no Congo. Mas apesar da presença dessas tropas e de um acordo de paz para pôr fim a cinco anos de conflitos no país, a situação no leste do Congo continua instável. As forças de paz da ONU em Ituri incluem soldados do Paquistão, Bangladesh, Marrocos e Nepal. Bangladesh, que é um dos países que mais contribui para as forças de paz da ONU no mundo todo, tem 1,3 mil tropas no Congo. A província de Ituri é rica em recursos minerais, e organizações de ajuda internacional dizem que dezenas de milhares de pessoas tiveram de abandonar as suas casas na região devido aos conflitos. Muitas das pessoas fugiram para Uganda, país que faz fronteira com a província. |
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