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Conflito no Congo desloca 35 mil pessoas em três dias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Trinta e cinco mil pessoas fugiram de suas casas nos últimos três dias por causa do conflito civil no nordeste da República Democrática do Congo (ex-Zaire), informa a ONU. Apenas neste ano, ataques de milícias na região de Ituri já produziram mais de 80 mil refugiados na região de Ituri. "Eles temem ataques, temem ser assaltados, temem a violência sexual que prevalece nesta região", afirmou a porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários. A entidade também diz ter registrado 52 mortes de civis em ataques no mês passado – a maioria mulheres e idosos. Apesar da presença de tropas de paz da ONU e de um acordo de paz para pôr fim a cinco anos de conflitos no país, a situação no leste do Congo continua instável. Milícias Tropas da ONU foram deslocadas para diversas áreas para proteger a população civil, mas a falta de segurança impede que agências humanitárias distribuam ajuda e a ONU já alertou para o risco de uma crise humana. Mesmo com a guerra civil oficialmente acabada, o governo de transição instituído no Congo não consegue controlar as milícias. As milícias são organizadas por tribos e etnias mas há relatos de que também operariam a serviço de Estados vizinhos interessados nas riquezas minerais de Ituri. A contínua violência em Ituri e em outras partes do leste do Congo ameaçam a realização de eleições previstas para este ano. |
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