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Atualizado às: 26 de fevereiro, 2005 - 21h36 GMT (18h36 Brasília)
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Israel acusa Síria de ligação com atentado em Tel Aviv
Cena diante de casa noturna em Tel Aviv após ataque
Ataque ocorreu em área movimentada junto à orla marítima
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, acusou a Síria de estar envolvida no atentando que matou quatro pessoas e feriu 50 em Tel Aviv na sexta-feira.

Ele fez a afirmação depois que o grupo Jihad Islâmico de Damasco, capital síria, assumiu o ataque.

“A Síria continua a dar (abrigo) a grupos de terror e a encorajá-los a fazer ataques, o que coloca em risco o processo (de paz) com os palestinos e a estabilidade na região”, disse Mofaz, segundo a agência Reuters.

A rádio do Exército israelense informou que o ministro da Defesa teria provas da ligação entre o governo sírio e o grupo Jihad Islâmico.

O governo sírio negou qualquer envolvimento no atentado.

Segundo a correspondente da BBC Barbara Plett, os líderes do Jihad Islâmico em Gaza também negaram qualquer envolvimento com o atentado, o que, para ela, pode sugerir um racha no grupo.

No início deste sábado, autoridades palestinas e israelenses anunciaram a prisão de sete pessoas em conexão com o ataque suicida.

Os israelenses realizaram a prisão de cinco suspeitos perto da cidade de Tulakarem, Cisjordânia, incluindo dois irmãos do homem que foi identificado como o autor do atentado.

O suicida foi identificado pelos israelenses como Abdullah Badran, de 21 anos.
Policiais palestinos também realizaram duas prisões na mesma região, e o líder Mahamoud Abbas condenou o ataque.

"A autoridade palestina não vai permanecer em silêncio frente a este ato de sabotagem. Vamos encontrar os responsáveis e eles serão punidos", disse Abbas em uma declaração oficial depois de uma reunião de emergência com seus chefes de segurança.

Esse foi o primeiro ataque desde que os líderes palestino e israelense concordaram em uma trégua, no início do mês.

Cobrança

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, também se reuniu com seus chefes de segurança para discutir uma resposta ao ataque.

Um dos conselheiros de Sharon, Raanan Gissin, afirmou à BBC que a Autoridade Palestina precisa tomar "medidas concretas para desmantelar organizações terroristas, recolher armas ilegais e fazer as prisões necessárias".

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu que os palestinos tomem medidas "imediatas e confiáveis" para encontrar os responsáveis pelo ataque.

"Agora temos que ter ações que enviem uma mensagem clara (aos grupos armados) afirmando que o terror não será tolerado", afirmou.

O autor do atentado detonou os explosivos quando estava perto de pessoas em uma fila para entrar na casa noturna, que fica em uma área popular da orla marítima, segundo o chefe de polícia David Tsour.

"Se o impacto tivesse ocorrido dentro (da casa noturna), teria sido trágico", afirmou.

Um paramédico que ajudou no resgate das vítimas, Alon Kotler, disse ao jornal Haaretz que havia muitos jovens feridos, uns em cima dos outros, quando chegou ao local.

Casas noturas de Tel Aviv já foram alvos de ataques no passado. Em um dos casos, 21 pessoas morreram numa ação suicida na Dolphinarium Disco, em 2001.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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