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Bush deve pressionar Putin por democracia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou à Eslováquia para um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na última etapa de sua viagem à Europa. Bush deve discutir as preocupações dos Estados Unidos em relação à democracia na Rússia, abordando assuntos como a falência da empresa de petróleo Yukos, o cerceamento da imprensa e uma suposta interferências nas eleições na Ucrânia. Na terça-feira, Bush disse que falou de preocupações sobre a Rússia com líderes de países da União Européia, num encontro em Bruxelas. "Acho que é muito importante que o presidente Putin ouça não apenas a mim, o que ele fará, mas que ouça algumas das preocupações discutidas hoje", disse o presidente logo depois da reunião de terça-feira. Adaptação Putin disse que a democracia tinha que ser "adaptada às realidades de hoje na vida russa, às nossas tradições e à nossa história". "E nós faremos isso por conta própria", acrescentou. As relações próximas da Rússia com o Irã também devem ser tema de conversa entre Bush e Putin. O correspondente da BBC, Steve Rosenberg, diz que a reunião é um termômetro para calcular como os Estados Unidos vão lidar com a Rússia no segundo mandato de Bush. Bush e sua mulher, Laura, voaram para Bratislava, a capital eslovaca, no Air Force One, na noite de quarta-feira, em meio à maior operação de segurança já vista no país. O casal foi recebido no aeroporto pelo presidente eslovaco, Ivan Gasparovic, e pelo primeiro-ministro, Mikulas Dzurinda. O premiê disse à TV eslovaca que o encontro "é uma prova de que a Eslováquia tem a confiança tanto dos Estados Unidos quanto da Rússia". O correspondente da BBC afirma que a visita também é uma maneira de os Estados Unidos agradecerem ao ex-país comunista por seu apoio e o envio de tropas não combatentes ao Iraque e ao Afeganistão. Durante uma visita à Alemanha na quarta-feira, Bush e o chanceler alemão, Gerhard Schröder concordaram em deixar de lado as diferenças entre os dois países em relação ao Iraque. |
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