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Atualizado às: 23 de fevereiro, 2005 - 14h21 GMT (11h21 Brasília)
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Bush e Schröder dizem ter deixado diferenças no passado
Gerhard Schröder (esq.) e George W. Bush
Os dois líderes destacaram os pontos que eles têm em comum
Depois de se reunirem em Mainz, na Alemanha, nesta quarta-feira, o presidente americano, George W. Bush, e o chanceler alemão, Gerhard Schröder, disseram ter decidido se concentrar nos pontos que ligam os dois países e deixar disputas anteriores para trás.

"Nós precisamos de parceiros, e a Alemanha é um parceiro. Nós compartilhamos os mesmos objetivos", disse George W. Bush.

"Eu chamaria a Alemanha de um parceiro na paz, um parceiro na liberdade e um parceiro cumprindo o seu dever."

O primeiro-ministro alemão, Gerard Schröder, disse que "as diferenças do passado ficaram no passado".

Elogios

Bush elogiou o que ele classificou como a contribuição vital da Alemanha à reconstrução do Iraque e ressaltou os esforços alemães para a captura de integrantes da al-Qaeda.

Em relação à estratégia para lidar com as ambições nucleares do Irã, o presidente americano disse que as negociações ainda se encontram no estágio inicial.

"A diplomacia está apenas começando - o Irã não é o Iraque", disse ele, em referência a um dos principais motivos de discórdia entre os Estados Unidos e Europa.

O presidente americano reiterou o pedido feito à Síria para que suas tropas sejam retiradas do Líbano, incluindo o serviço secreto.

Ainda em relação ao tema, Gerhard Schröder pediu uma investigação internacional sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, morto em uma explosão no último dia 14.

Tom conciliatório

Numa cerimônia no castelo de Mainz antes das conversas, Bush e Schröder cumprimentaram soldados alemães e americanos que serviram no Afeganistão.

De acordo com o correspondente da BBC em Mainz, Ray Furlong, o objetivo do era demonstrar que os dois países dividem uma missão conjunta.

Bush chegou à Alemanha nesta quarta-feira, no terceiro dia de sua visita à Europa, com o objetivo de reparar as divergências nas relações entre Estados Unidos e o continente.

China

Segundo o correspondente da BBC, as relações entre Bush e Schröder melhoraram recentemente, mas a população alemã ainda se mostra profundamente cética.

Uma pesquisa de opinião divulgada na chegada de Bush ao país revela que os alemães confiam mais no presidente russo Vladimir Putin do que no presidente americano.

Ele acrescentou, no entanto, que apesar das tentativas de mostrar união, existem divergências nítidas entre os dois líderes.

O chanceler alemão pediu uma revisão geral da maneira com que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) opera, para conceder à Europa mais poder de voz - sugestão que foi classificada como "deselegante" por autoridades americanas.

Além disso, Alemanha e França querem suspender o embargo de armas imposto à China e vender armas para o país comunista, apesar da oposição americana.

Na quinta-feira, Bush viaja para a Eslováquia, onde deve se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

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