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Atualizado às: 24 de fevereiro, 2005 - 01h12 GMT (22h12 Brasília)
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Supostos rebeldes dizem na TV do Iraque que tiveram apoio sírio
Insurgentes em Falluja (arquivo)
Síria é acusada de dar apoio a rebeldes iraquianos
Uma emissora de televisão iraquiana financiada pelos Estados Unidos, Al-Iraqiya, exibiu o que diz serem confissões de insurgentes iraquianos que alegam ter sido apoiados pela inteligência síria.

Os homens dizem que foram treinados e financiados pela inteligência síria - alegações que não puderam ter confirmação independente.

Os Estados Unidos acusam a Síria de abrigar iraquianos leais ao ex-presidente iraquiano Saddam Hussein e de permitir que insurgentes entrem no país pela fronteira entre a Síria e o Iraque.

A pressão também vem aumentando sobre a Síria por causa do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri na capital do Líbano, Beirute, na semana passada.

Os Estados Unidos não chegaram a acusar Damasco pelo ataque, mas intensificaram seus pedidos para que o governo sírio tire suas tropas do Líbano.

'Causar caos'

A confirmação das alegações feitas pelos supostos rebeldes à televisão Al-Iraqiya daria sustentação ao argumento dos Estados Unidos e do Iraque de que a Síria está se envolvendo em questões iraquianas.

Um homem que foi identificado como um alto funcionário de um serviço de informação sírio, tenente Anas Ahmed al-Essa, disse que ele e seu grupo realizaram recrutamento para "causar caos no Iraque para impedir os Estados Unidos de chegarem à Síria", de acordo com a agência de notícias AP.

"Nós recebemos todas as instruções da inteligência síria", disse ele no vídeo exibido.

Anas Ahmed al-Essa alegou ter se infiltrado no Iraque dois anos antes da invasão liderada pelos Estados Unidos, porque a inteligência síria estava convencida de que a invasão aconteceria.

Exigências americanas

Segundo a agência de notícias Reuters, um outro grupo disse que eles foram treinados na prática de degolamento, atentados a bomba e tiroteios na cidade síria de Latakia em 2001, em antecipação à invasão americana no Iraque.

A Síria não comentou as alegações, que foram transmitidas para todo o Iraque.

O governo sírio negou ter apoiado a insurgência iraquiana e disse que tentou reforçar suas fronteiras para impedir a infiltração de grupos rebeldes.

A Síria também negou categoricamente envolvimento no atentado que matou Hariri.

Mas a tensão permanece.

O presidente americano, George W. Bush, apresentou recentemente uma lista de exigências que diz esperar ver atendidas pela Síria.

Entre elas está a garantia de que o território sírio não seja usado pelos ex-aliados de Saddam Hussein e grupos extremistas internacionais, e que os sírios retirem suas tropas do Líbano.

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