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Favorito para premiê do Iraque defende papel da lei islâmica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos principais candidatos xiitas ao cargo de primeiro-ministro do Iraque, o líder do Partido Daawa, Ibrahim Jaafari, disse que o Islamismo deveria se tornar a religião oficial do país, pois a maioria dos iraquianos é muçulmana. Em declaração ao canal de televisão árabe Al-Arabiya, Jaafari também afirmou que a sharia (lei islâmica) deveria ser uma das fontes da futura legislação iraquiana, o que promete ser uma das questões mais delicadas e potencialmente polêmicas na formulação da nova Constituição do país. Concordar com uma nova Constituição é uma das principais tarefas da nova Assembléia Nacional. Daawa O médico de 58 anos apareceu na dianteira para o cargo mais poderoso no governo de transição – o de primeiro-ministro. Ele é o candidato favorito da lista xiita que venceu as eleições históricas no Iraque, embora a escolha tenha que ser aprovada pelo conselho da Presidência que ainda tem que ser formado. O Daawa é um dos movimentos islamistas xiitas mais antigos no Iraque, e lutou uma campanha sangrenta contra o regime de Saddam Hussein, na década de 70. Nas eleições ele se apresentou como uma das principais figuras na lista xiita, a Aliança Iraquiana Unida, com o apoio do influente clérigo xiita aiatolá Ali Sistani. A vantagem de Jaafari como primeiro-ministro seria sua postura unificadora, com seu desejo de trazer os árabes sunitas para o jogo democrático depois de sua ausência generalizada nas urnas. Jaafari também trabalharia para satisfazer a sede curda por autonomia sem prejudicar a integridade do país. E o político xiita diz que acredita que um conflito sectário é improvável porque a maioria dos iraquianos quer coexistência. Jaafari não parece favorecer políticas radicais em evidência em algumas partes do mundo muçulmano - onde o Islã é usado para justificar a proibição de mulheres na condução de veículos, ao voto ou à entrada em determinadas áreas dominadas por homens. Mas alguns de seus críticos dizem que ele tem ligações secretas com radicais iranianos, e temem que ele busque um sistema de governo semelhante com base teológica. |
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