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Atualizado às: 23 de fevereiro, 2005 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
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Votação sobre gabinete palestino é adiada
O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, do lado de fora do Conselho Legislativo Palestino, em Ramallah
Deputados quere ruptura com a 'velha guarda' da era Arafat
A votação para a aprovação do novo gabinete ministerial palestino foi adiada nesta quarta-feira, no que tem sido visto como mais um capítulo da disputa de poder entre a "velha guarda" da Autoridade Palestina e reformistas.

O primeiro-ministro Ahmed Korei deveria apresentar ao Conselho Legislativo Palestino uma nova lista de ministros – composta majoritariamente por tecnocratas, em detrimento dos políticos de carreira.

Ele não conseguiu reunir o apoio necessário para os nomes que desejava apontar, e a votação foi adiada para quinta-feira.

Caso não consiga aprovação para o gabinete, o primeiro-ministro pode ser derrubado por um voto de desconfiança.

Korei precisa do apoio de, no mínimo, 43 dos 85 representantes no Parlamento.

Ruptura

Um correspondente da BBC na Cisjordânia afirma que a maioria dos parlamentares palestinos deseja ver uma ruptura completa com o antigo regime de Yasser Arafat, visto por eles como corrupto.

Eles pediram a Korei que demita todos os ministros associados com Arafat, mas o primeiro-ministro reluta em ceder a essas pressões.

Na opinião da deputada Hanan Ashrawi, a rebelião no Parlamento representa o início de uma nova fase na política palestina.

"A conclusão é que o que as pessoas querem são ministros que sejam capazes, honestos, com credibilidade e que vão trabalhar", afirmou ela.

A sessão parlamentar de terça-feira já havia sido tensa. Korei chegou a derrubar seu microfone duas vezes ao ser acusado de não ter feito mudanças suficientes na estrutura que herdou de Arafat.

Na segunda-feira, os políticos do principal partido palestino, o Fatah, tinham aprovado os nomes que fariam parte do novo gabinete ministerial da Autoridade Palestina.

Esperava-se que o apoio do Fatah garantisse ao governo do presidente Mahmoud Abbas uma vitória na votação sobre o gabinete.

Entre os 24 integrantes do gabinete proposto, um dos destaques era Nasser Youssef, que será o ministro do Interior, cargo de extrema importância por incluir a responsabilidade sobre as forças de segurança.

Antes de morrer, Yasser Arafat, se recusou a nomear Youssef, um ex-general, por temer que ele agisse de forma independente demais.

O ex-chefe dos serviços de segurança Mohammed Dahlan, figura próxima a Abbas e ativo nas negociações com Israel, seria o Chefe do Gabinete.

O embaixador palestino na ONU, Nasser al-Kidwa, seria nomeado ministro das Relações Exteriores, substituindo Nabil Shaath, que passaria a vice-primeiro-ministro.

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