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Israel abandona política de demolição de casas palestinas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, determinou ao Exército do país que pare de demolir as casas de palestinos acusados de praticar atentados suicidas. A decisão foi tomada depois que uma comissão do Exército anunciou ter chegado à conclusão que a medida tem pouco efeito em desestimular palestinos a realizar seus ataques. Uma nota divulgada pela comissão, no entanto, diz que a medida poderá ser reintroduzida “em uma mudança extrema de circunstâncias”. Nos últimos quatro anos, soldados israelenses destruíram milhares de casas de palestinos nos territórios ocupados. Licenças De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Btselem, 1.356 casas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia foram demolidas pelo Exército israelense por “motivos supostamente militares”, deixando mais de 10 mil palestinos desabrigados. Até agora, as autoridades de Israel vinham dizendo que as demolições desestimulavam os ataques, partindo do pressuposto que os ativistas não iriam querer deixar suas famílias em um momento em que elas se encontram desabrigadas. A comissão do Exército não analisou a demolição estratégica de casas palestinas – a maior parte delas na Faixa de Gaza – ordenada para proteger postos das forças de segurança israelenses, assentamentos e estradas usadas por colonos judeus. Ainda de acordo com a Btselem, outras 253 casas palestinas foram demolidas em 2004 porque não tinham as licenças para existir. Os palestinos nos territórios ocupados reclamam que as autoridades israelenses dificultam a eles obter as licenças para construir novas casas ou ampliar propriedades que já existem. |
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