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Hamas aceita manter trégua não-declarada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo militante islâmico Hamas disse que vai manter uma trégua não-declarada enquanto avalia se adere ao cessar-fogo firmado entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon. Numa reunião com o Hamas e o Jihad islâmico neste sábado, Abbas esperava convencer os grupos militantes a aderir ao cessar-fogo. A trégua tem apenas cinco dias de existência, mas já foi ameaçada na quinta-feira, quando o Hamas lançou cerca de 50 mísseis e morteiros contra assentamentos judeus, em Gaza. O Hamas afirma que o ataque, que não deixou ninguém ferido, foi praticado em retaliação à morte de um palestino pelo Exército israelense. Acredita-se que Mahmoud Abbas tenha tentado convencer o Hamas com o argumento de que o acordo firmado na terça-feira atende as principais demandas do grupo no que diz respeito à atividade militar israelense. Palestinos exilados Segundo um correspondente da BBC em Gaza, Abbas está sob forte pressão para convencer os grupos militantes a respeitar o cessar-fogo. De acordo com o correspondente, não vai ser fácil convencer o Hamas, que está preocupado que a promessa israelense de libertar presos palestinos não seja tão abrangente como esperada. Antes de as conversas deste sábado começarem, o negociador palestino Saeb Erekat disse que Israel tinha concordado em permitir o retorno de mais de 50 palestinos que foram deportados da Cisjordânia para a Faixa de Gaza e a Europa. Erekat disse que não tinha sido estabelecida uma data precisa para isso, mas afirmou que o acordo seria implementado nas próximas duas semanas. Os palestinos deportados incluem cerca de 40 homens que foram exilados depois do cerco da Igreja da Natividade, em maio de 2002, que durou um mês. |
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