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Atualizado às: 21 de fevereiro, 2005 - 04h06 GMT (02h06 Brasília)
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Abbas obtém apoio do Fatah ao novo gabinete palestino
Mahmoud Abbas (esq.) e Ahmed Korei
Abbas e Korei superaram divergências sobre o ministério
Políticos do principal partido palestino, o Fatah, aprovaram nas primeiras horas desta segunda-feira os nomes que vão formar o novo gabinete ministerial da Autoridade Palestina.

O apoio do Fatah deve garantir ao governo do presidente Mahmoud Abbas uma vitória numa votação sobre o gabinete no Conselho Legislativo Palestino.

De acordo com pessoas próximas às negociações, a formação do novo governo enfrentava obstáculos em razão de divergências entre Abbas e o primeiro-ministro Ahmed Korei.

Entre os 24 integrantes do gabinete, um dos destaques será Nasser Youssef, que será o ministro do Interior, cargo de extrema importância por incluir a responsabilidade sobre as forças de segurança.

Independente

Antes de morrer, o predecessor de Abbas, Yasser Arafat, se negava a escolher Youssef, um ex-general, para o posto por temer que ele agisse de forma independente demais.

O ex-chefe dos serviços de segurança Mohammed Dahlan, figura próxima a Abbas e ativo nas negociações com Israel, será o ministro para assuntos do gabinete.

O embaixador palestino na ONU, Nasser al-Kidwa, será nomeado ministro das Relações Exteriores, substituindo Nabil Shaath, que será o vice-primeiro-ministro.

O apoio do Fatah à lista de ministro palestinos foi dado um dia após o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ter apoiado o plano de remoção de soldados e assentamentos da Faixa de Gaza.

A retirada começará em julho.

Barreira

O gabinete também aprovou um novo traçado para a barreira que separa as áreas palestinas das áreas israelenses na Cisjordânia.

Os palestinos temem perder território com o novo traçado.

"Esse não será um dia fácil, nem um dia feliz", disse Sharon no começo da reunião de gabinete, acrescentando que a retirada dos assentamentos é necessária para o futuro de Israel.

Com as decisões deste domingo, cerca de 8 mil assentados israelenses vão receber uma nota de aviso prévio de cinco meses. Os despejos legais devem começar em julho.

Sharon disse que a retirada de Gaza vai ser coordenada entre o governo e os palestinos.

"Acho que temos que dar essa chance à paz para a próxima geração. A chance é pequena, mas tem que ser dada", afirmou o ministro do Exterior, Silvan Shalom.

"Este é um momento histórico que pode nos levar a um futuro melhor", completou.

Já o novo traçado da barreira foi votado porque o primeiro foi considerado "desnecessariamente perturbador para a vida dos palestinos" pelo Supremo Tribunal isralense.

Os limites impostos pela nova barreira serão mais próximos das fronteiras de Israel com a Cisjordânia do que os do plano original.

Mesmo assim, ela deve incorporar de 6% a 8% do território palestino a Israel.

Cerca de um terço da barreira já está construída.

O negociador-chefe palestino Saeb Erekat disse no domingo que a continuação da construção da barreira vai "minar os esforços de retomada do processo de paz".

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