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Abbas obtém apoio do Fatah ao novo gabinete palestino | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Políticos do principal partido palestino, o Fatah, aprovaram nas primeiras horas desta segunda-feira os nomes que vão formar o novo gabinete ministerial da Autoridade Palestina. O apoio do Fatah deve garantir ao governo do presidente Mahmoud Abbas uma vitória numa votação sobre o gabinete no Conselho Legislativo Palestino. De acordo com pessoas próximas às negociações, a formação do novo governo enfrentava obstáculos em razão de divergências entre Abbas e o primeiro-ministro Ahmed Korei. Entre os 24 integrantes do gabinete, um dos destaques será Nasser Youssef, que será o ministro do Interior, cargo de extrema importância por incluir a responsabilidade sobre as forças de segurança. Independente Antes de morrer, o predecessor de Abbas, Yasser Arafat, se negava a escolher Youssef, um ex-general, para o posto por temer que ele agisse de forma independente demais. O ex-chefe dos serviços de segurança Mohammed Dahlan, figura próxima a Abbas e ativo nas negociações com Israel, será o ministro para assuntos do gabinete. O embaixador palestino na ONU, Nasser al-Kidwa, será nomeado ministro das Relações Exteriores, substituindo Nabil Shaath, que será o vice-primeiro-ministro. O apoio do Fatah à lista de ministro palestinos foi dado um dia após o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ter apoiado o plano de remoção de soldados e assentamentos da Faixa de Gaza. A retirada começará em julho. Barreira O gabinete também aprovou um novo traçado para a barreira que separa as áreas palestinas das áreas israelenses na Cisjordânia. Os palestinos temem perder território com o novo traçado. "Esse não será um dia fácil, nem um dia feliz", disse Sharon no começo da reunião de gabinete, acrescentando que a retirada dos assentamentos é necessária para o futuro de Israel. Com as decisões deste domingo, cerca de 8 mil assentados israelenses vão receber uma nota de aviso prévio de cinco meses. Os despejos legais devem começar em julho. Sharon disse que a retirada de Gaza vai ser coordenada entre o governo e os palestinos. "Acho que temos que dar essa chance à paz para a próxima geração. A chance é pequena, mas tem que ser dada", afirmou o ministro do Exterior, Silvan Shalom. "Este é um momento histórico que pode nos levar a um futuro melhor", completou. Já o novo traçado da barreira foi votado porque o primeiro foi considerado "desnecessariamente perturbador para a vida dos palestinos" pelo Supremo Tribunal isralense. Os limites impostos pela nova barreira serão mais próximos das fronteiras de Israel com a Cisjordânia do que os do plano original. Mesmo assim, ela deve incorporar de 6% a 8% do território palestino a Israel. Cerca de um terço da barreira já está construída. O negociador-chefe palestino Saeb Erekat disse no domingo que a continuação da construção da barreira vai "minar os esforços de retomada do processo de paz". |
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