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Atualizado às: 22 de fevereiro, 2005 - 11h51 GMT (09h51 Brasília)
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Resistência de deputados faz Korei desistir de gabinete
Mahmoud Abbas (esq.) e Ahmed Korei
Abbas e Korei enfrentam resistência às escolhas para o ministério
O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, desistiu dos nomes que tinha proposto para o novo gabinete da Autoridade Palestina nesta terça-feira, depois que parlamentares irritados ameaçaram votar pela sua saída do cargo.

Quase todos os parlamentares palestinos se disseram contrários ao novo gabinete que, segundo eles, estaria cheio de representantes da "velha guarda", que eles acusam de corrupção.

Uma nova equipe, formada por "tecnocratas comprometidos com as reformas" deverá ser apresentada na quarta-feira.

Os parlamentares salientaram a necessidade de romper com o legado do falecido líder palestino Yasser Arafat.

Analistas afirmam que Arafat conhecidamente escolhia o seu primeiro escalão baseado na lealdade dos candidatos – não na sua competência.

Esperava-se que o Parlamento ratificasse o novo gabinete na segunda-feira, mas os parlamentares não ficaram satisfeitos com várias das escolhas de Korei.

Tensão

A sessão desta terça-feira foi tensa, e Korei chegou a derrubar seu microfone duas vezes ao ser acusado de não ter feito mudanças suficientes na estrutura que herdou de Arafat.

O primeiro-ministro palestino precisa do apoio de, no mínimo, 43 dos 85 representantes no Parlamento.

Analistas dizem que a polêmica levantou a possibilidade de Korei ser derrubado por um voto de desconfiança.

Na segunda-feira, os políticos do principal partido palestino, o Fatah, tinham aprovado os nomes que fariam parte do novo gabinete ministerial da Autoridade Palestina.

Abbas

Esperava-se que o apoio do Fatah garantisse ao governo do presidente Mahmoud Abbas uma vitória na votação sobre o gabinete no Conselho Legislativo Palestino.

Entre os 24 integrantes do gabinete proposto, um dos destaques era Nasser Youssef, que será o ministro do Interior, cargo de extrema importância por incluir a responsabilidade sobre as forças de segurança.

Antes de morrer, Yasser Arafat, se recusou a nomear Youssef, um ex-general, por temer que ele agisse de forma independente demais.

O ex-chefe dos serviços de segurança Mohammed Dahlan, figura próxima a Abbas e ativo nas negociações com Israel, seria o Chefe do Gabinete.

O embaixador palestino na ONU, Nasser al-Kidwa, seria nomeado ministro das Relações Exteriores, substituindo Nabil Shaath, que passaria a vice-primeiro-ministro.

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