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Atualizado às: 21 de janeiro, 2005 - 22h19 GMT (20h19 Brasília)
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Venezuela examina lista colombiana de guerrilheiros
Carolina Barco, ministra das Relações Exteriores da Colômbia
A ministra das Relações Exteriores da Colômbia,Carolina Barco, confirmou entrega das informações
A Venezuela diz estar examinando uma lista enviada pela Colômbia com nomes de sete rebeldes marxistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que, supostamente, passam regularmente em território venezuelano.

As autoridades venezuelanas dizem que o Ministério do Interior vai investigar as alegações.

A lista também inclui informações que, segundo as autoridades colombianas, provariam o movimento regular dos rebeldes colombianos em território da Venezuela e que operam em acampamentos no país.

Essa é a etapa mais recente na crise diplomática entre os dois países, que começou com a prisão de Rodrigo Granda, um alto dirigente das FARC.

Provas

A polícia da Colômbia informou inicialmente ter capturado o líder rebelde dentro de seu país, mas a Venezuela alegou que a captura aconteceu em Caracas, em violação de sua soberania.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, protestou e, em represália, chamou de volta o embaixador venezuelano em Bogotá, além de suspender alguns acordos comerciais entre os dois países.

A Colômbia admitiu ter pago uma recompensa por Granda e, por sua vez, acusou a Venezuela de abrigar membros de organizações que considera terroristas.

O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, exigiu que o governo da Colômbia entregasse provas da presença de rebeldes em seu território.

'Reservados'

A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Carolina Barco, confirmou que a lista de sete nomes foi entregue, mas disse que são "dados absolutamente reservados entre os dois governos".

"Essas informações buscam dar elementos para continuar de maneira positiva essa colaboração, na qual estamos comprometidos com a luta contra o terrorismo", disse Barco.

A mídia colombiana especula que a lista poderia incluir também os nomes de alguns dirigentes do Exército de Libertação Nacional (ELN), o segundo maior grupo rebelde da Colômbia.

Segundo o jornal El Tiempo, a lista conteria números de celulares, contas bancárias e dados sobre veículos.

O Brasil e o Perú estão tentando ajudar a resolver a disputa entre os dois países.

Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para Chávez, para discutir a crise diplomática entre o seu país e a Colômbia.

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