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Venezuela vai 'cortar relações comerciais' com a Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta sexta-feira que vai suspender relações comerciais de seu país com a Colômbia. Chávez disse que quer ouvir da Colômbia um pedido de desculpas oficial, reconhecendo que as autoridades colombianas pagaram uma recompensa pela captura de um líder guerrilheiro em território venezuelano. Segundo Chávez, a Colômbia violou a soberania nacional venezuelana e o incidente ameaça instaurar a "lei da selva" na diplomacia latino-americana. O governo colombiano, entretanto, recusou-se a se desculpar, alegando que o pagamento por informações é um instrumento legítimo na luta contra o que chamou de terrorismo e que a polícia colombiana não violou a soberania do vizinho. Embaixador chamado A nota oficial emitida pela Casa de Nariño (sede da Presidência colombiana) diz ainda que as Nações Unidas proíbem seus países membros de abrigar "terroristas de forma passiva ou ativa". O vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, havia insinuado que as autoridades colombianas subornaram guardas venezuelanos para que realizassem o "seqüestro" de Rodrigo Granda, um alto dirigente das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Chávez havia chamado, na quinta-feira, o embaixador do país em Bogotá, Carlos Santiago Ramírez, de volta a Caracas para consultas. A Venezuela prendeu pelo menos oito membros de suas próprias forças de segurança por causa da captura de Granda. O governo colombiano admite que os informantes a quem pagaram recompensa capturaram Granda em território venezuelano, mas diz que o guerrilheiro foi levado até a Colômbia sem envolvimento oficial. |
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