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Venezuela chama embaixador na Colômbia de volta | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, disse que o país chamou para consultas seu embaixador na Colômbia, Carlos Santiago Ramírez, depois que o governo colombiano admitiu ter pago uma recompensa pela captura de Rodrigo Granda, um dirigente das Farc. O governo da Venezuela acusa a Colômbia de ter subornado militares venezuelanos para que seqüestrassem Granda em seu território. A Colômbia nega ter "violado" a soberania venezuelana, embora o ministro da Defesa, Jorge Uribe, tenha admitido na quarta-feira que "uma quantia foi paga" pela captura de Granda. Representante das Farc (Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia) no exterior, Granda foi preso no dia 14 de dezembro na cidade colombiana de Cúcuta. Plano Colômbia "O ministro colombiano não mediu a gravidade de suas declarações" ao aceitar publicamente que foi pago "um suborno para seqüestrar uma pessoa em um país estrangeiro", disse o vice-presidente nesta quinta-feira. Na realidade, o ministro colombiano não admitiu que a captura tenha sido realizada em um país estrangeiro. O vice venezuelano disse que o governo da Colômbia deveria ter solicitado a extradição de Granda, como determinam as leis internacionais. Para Rangel, a conduta do governo colombiano reflete a intenção de impor o Plano Colômbia – financiado pelos Estados Unidos – a toda a região andina. Para ele, "trata-se de um delito que pode ter repercussões internacionais". Relações bilaterais Segundo Rangel, cerca de oito funcionários das Forças Armadas e da polícia da Venezuela foram presos em conexão com o caso. A prisão de Granda ameaça gerar uma crise entre Colômbia e Venezuela, cujas relações tinham melhorado relativamente nos últimos meses. As relações bilaterais se caracterizaram por freqüentes desavenças diplomáticas devido a supostas atividades de guerrilheiros colombianos em solo venezuelano. Autoridades colobianas afirmam que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apóia a guerrilha. Chávez nega a acusação. |
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