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Lula pode 'facilitar' solução em crise entre Chávez e Uribe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se ofereceu para "facilitar" uma solução para a crise diplomática entre Colômbia e Venezuela, num encontro com o presidente colombiano, Álvaro Uribe. A formalização da oferta – que já havia sido divulgada pelo Itamaraty – foi confirmada em entrevista coletiva pelos ministros do Exterior dos dois países após a reunião dos presidentes na cidade fronteiriça de Letícia, do lado colombiano. A ministra do Exterior colombiano, Carolina Barco, disse que Lula se mostrou disposto a "facilitar o diálogo que nós estamos buscando". Segundo a agência de notícias Efe, a ministra disse ainda que Lula "provavelmente falará" com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, numa tentativa de ajudar na solução da crise. Barco, no entanto, disse que ela e o ministro do Exterior venezuelano, Ali Rodríguez, têm mantido conversas "construtivas" e "sem rupturas". "Facilitador" Amorim também usou a palavra "facilitar" em vez de mediar, como inicialmente divulgado pelo governo, para definir uma eventual participação brasileira no desentendimento entre os vizinhos. "Se o Brasil, e se o presidente Lula em particular, puder fazer algo para facilitar um diálogo entre amigos (...) é natural que vamos fazê-lo", afirmou o ministro das Relações Exteriores. A mudança do termo seria uma tentativa de minimizar a importância da disputa. Antes do encontro, Uribe havia elogiado Lula pelo que chamou de "prudência e desejo de ajudar a superar dificuldades". A crise entre a Colômbia e a Venezuela se dá em torno da captura do líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) Carlos Granda em território venezuelano. A Venezuela alega violação do seu território nacional enquanto a Colômbia acusa o vizinho de dar abrigo a um "terrorista". Além da crise diplomática, Lula e Uribe discutiram comércio e projetos de desenvolvimento de infra-estrutura na área da fronteira. De acordo com o Itamaraty, as trocas comerciais entre Brasil e Colômbia, segundo país mais populoso da América do Sul depois do Brasil, alcançaram o recorde de US$ 1,074 bilhão no ano passado. |
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