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Atualizado às: 18 de janeiro, 2005 - 19h35 GMT (17h35 Brasília)
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Brasil é chave na América Latina, diz Condoleezza Rice

condoleezza rice
Condoleezza Rice, porém, criticou Hugo Chávez, presidente da Venezuela
A secretária de Estado indicada dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, citou o Brasil como um importante parceiro na América Latina durante a sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado para a confirmação do cargo.

“Vamos continuar a trabalhar com o Brasil como co-presidente das negociações para a Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Comércio é parte desta agenda. O Brasil é chave para a região”, afirmou Rice quando foi questionada pelo senador Christopher Dodd, sobre a política do governo para a região.

Rice lembrou que os presidentes dos EUA, George W. Bush, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontraram em várias ocasiões e disse que a América Latina tem desafios econômicos e de mobilidade social e que se deve lidar com essas questões dentro das instituições democráticas.

“Precisamos de parceiros. O Brasil é um grande parceiro, mas outros também são”, afirmou.

Chávez

Sem citar a Venezuela, ela disse que espera trabalhar em conjunto com a Organização dos Estados Americanos (OEA), “promovendo uma agenda de desenvolvimento democrático, cobrando de governos que não atuam de forma democrática, mesmo que tenham sido eleitos democraticamente”.

Logo depois, provocada por uma pergunta do senador Dodd sobre a melhoria de relações dos Estados Unidos com a Venezuela, Rice disse que os dois países têm uma relação antiga, e que tem sido dificultada pelo presidente Hugo Chávez.

“É uma pena que o governo do presidente Chávez não tem sido construtivo. Nós temos sido sido vigilantes em mostrar que sabemos as dificuldades que este país esta causando para seus vizinhos, com a associação com Fidel Castro e Cuba”, afirmou.

“Estamos muito preocupados com um governo eleito de forma democrática que não atua dessa forma e pratica ações contra a mídia, contra a oposição, que são realmente problemáticas”, disse, desta vez citando a Venezuela. “Temos que garantir que os países que assinam o capítulo democrático da OEA realmente o praticam.

'Hora da diplomacia'

Apesar da pequena parte dedicada à América Latina, foi a guerra no Iraque e a necessidade de os Estados Unidos se reposicionarem diante do mundo que dominou a primeira parte da sabatina.

Rice abriu seu depoimento dizendo que essa era “a hora da diplomacia”, e que os Estados Unidos precisam ouvir mais o que os aliados têm a dizer.

“Os Estados Unidos devem ter um diálogo com o resto do mundo e não um monólogo", disse.

“Os Estados Unidos vão unir a comunidade democrática”, afirmou, dizendo ainda que os países que estão do lado “correto” da liberdade tem a obrigação de compartilhar isso com os outros.

Rice também enfrentou perguntas duras sobre a guerra no Iraque e sobre a alegação de o país tinha armas de destruição em massa.

Ela disse que os Estados Unidos devem treinar mais iraquianos para que com o tempo eles possam cuidar sozinhos da segurança do país, mas se recusou a dar uma data para a retirada das tropas americanas.

A reunião do Senado para decidir a aprovação, que é considerada certa também por senadores democratas, está marcada para quinta-feira à tarde, depois da cerimônia de posse de Bush.

Condoleezza RicePerfil
Amizade com Bush é marca de Condoleezza Rice.
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