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Manifestantes preparam novos protestos na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas são esperadas nesta sexta-feira na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, para a maior demonstração feita até agora contra os aumentos dos combustíveis, anunciados no fim de 2004. A oposição ao presidente Carlos Mesa prepara a manifestação. Um porta-voz da província de Santa Cruz disse à BBC que a situação na cidade é extremamente tensa e pediu que os dois lados - governo e oposição - conduzam os protestos da forma mais pacífica possível. Os protestos em Santa Cruz, a segunda maior cidade da Bolívia, vêm sendo feitos desde o fim da semana passada. Tropas estão patrulhando as maiores refinarias de petróleo da província. O governo, no entanto, ainda não enviou tropas às ruas. Trabalhadores do controle de tráfego aéreo do aeroporto da cidade também se juntaram aos manifestantes. Quatro ministros importantes do governo foram censurados no Parlamento da Bolívia na quinta-feira e os correspondentes da BBC dizem que eles podem ter que sair de seus cargos nesta sexta-feira. A decisão do presidente da Bolívia, Carlos Mesa, de reduzir o percentual de aumento dos preços dos combustíveis, na quarta-feira, não diminuiu a crescente pressão social sobre seu governo, segundo os correspondentes. Os protestos contra o plano econômico de Mesa começaram na semana passada com uma greve geral de 48 horas e uma greve de fome na província de Santa Cruz. Mesa já ameaçou renunciar - caso os protestos contra ele terminassem em violência. |
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