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Tribunal do Chile confirma processo contra Pinochet | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal de apelação no Chile confirmou nesta segunda-feira as acusações de assassinato e abusos de direitos humanos e a sentença de prisão domiciliar contra o ex-presidente chileno Augusto Pinochet. Isso significa que o general será julgado pelos supostos crimes ocorridos durante a Operação Condor, montada por regimes militares da América do Sul nos anos 70. Logo após o anúncio da decisão, os advogados do general entraram com recurso na Suprema Corte do país. Um dos advogados, Ricardo Rivandeneira, disse à BBC que a decisão era uma violação dos direitos humanos do seu cliente, que tem 89 anos e estaria muito doente para se defender. Pinochet foi internado em um hospital, em função de um suposto derrame. Há quem diga, no entanto, que sua hospitalização seria uma manobra política para ele não comparecer ao tribunal. Aliados Os advogados de Pinochet alegam que o ex-líder chileno não goza de boa saúde para ser julgado. O hospital no qual ele está internado, contudo, afirmou que o estado de Pinochet não é grave. Os aliados de Pinochet também o defendem. "Ele é um homem de 89 anos com problemas permanentes de saúde", disse o general aposentado Guillermo Garin à agências de notícias France Presse. As acusações contra Pinochet incluem o assassinato de um chileno e o desaparecimento de outros nove como parte da Operação Condor - uma colaboração entre seis ditaduras na América do Sul para perseguir integrantes de esquerda. No início de dezembro, um tribunal disse que Pinochet também pode ser processado pelo assassinato de seu antecessor como chefe das Forças Armadas, o general Carlos Prats, que morreu em uma suspeita explosão de um carro-bomba na Argentina em 1974. Pinochet também está sendo investigado por sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. A Suprema Corte do Chile decidiu apenas em agosto último suspender a imunidade do ex-ditador. Até agora, os seus advogados têm conseguido evitar que ele compareça a julgamento, alegando uma saúde física e mental fragilizada. Uma investigação anterior, que acusava Pinochet da morte de mais de 70 prisioneiros políticos, foi interrompida em 2001 porque o tribunal de apelações concluiu que o ex-líder chileno não estava bem de saúde para enfrentar julgamento. Ele havia sido diagnosticado com uma "demência moderada". Pinochet sofre ainda de diabetes, artrite e possui um marca-passo cardíaco. Uma investigação realizada no Chile concluiu que mais de 3 mil pessoas foram mortas por razões políticas durante os anos nos quais Pinochet governou o Chile, e mais de 30 mil chilenos teriam sido presos ou torturados durante o regime de Pinochet. |
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