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Tribunal decide futuro de Pinochet nesta segunda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma tribunal de apelações no Chile deve decidir nesta segunda-feira sobre o estado de saúde do ex-presidente chileno Augusto Pinochet, recomendando ou não o julgamento. Pinochet é acusado de assassinato e abusos de direitos humanos. Na semana passada, ele foi iconvocado a comparecer ao tribunal. Os advogados de Pinochet conseguiram livrá-lo de uma ordem de prisão domiciliar e a agora tentam evitar o seu julgamento. No fim de semana, Pinochet, de 89 anos, foi levado a um hospital, após ter sofrido um suposto derrame. Mas seus opositores insistem que a hospitalização do ex-general foi uma manobra política para ele não comparecer ao tribunal. Aliados Os advogados de Pinochet alegam que o ex-líder chileno não goza de boa saúde para ser julgado. O hospital no qual ele está internado, no entanto, afirmou que o estado de Pinochet não é grave. Os aliados de Pinochet afirmam que o ex-líder do Chile não está bem de saúde. "Ele é um homem de 89 anos com problemas permanentes de saúde", disse o general aposentado Guillermo Garin à agências de notícias France Press. As acusações contra Pinochet incluem o assassinato de um chileno e o desaparecimento de outros nove como parte da Operação Condor - uma colaboração entre seis ditaduras na América do Sul para perseguir integrantes de esquerda. No início de dezembro, um tribunal disse que Pinochet também pode ser processado pelo assassinato de seu antecessor como chefe das Forças Armadas, o general Carlos Prats, que morreu em uma suspeita explosão de um carro-bomba na Argentina em 1974. Pinochet também está sendo investigado por sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. A Suprema Corte do Chile decidiu apenas em agosto último suspender a imunidade do ex-ditador. Até agora, os seus advogados vêm conseguindo evitar que ele compareça a julgamento, alegando uma saúde física e mental fragilizada. Uma investigação anterior, que acusava Pinochet da morte de mais de 70 prisioneiros políticos, foi interrompida em 2001 porque o tribunal de apelações concluiu que o ex-líder chileno não estava bem de saúde para enfrentar julgamento. Ele havia sido diagnosticado com uma "demência moderada". Pinochet sofre ainda de diabetes, artrite e possui um marca-passo cardíaco. Uma investigação realizada no Chile concluiu que mais de 3 mil pessoas foram mortas por razões políticas durante os anos nos quais Pinochet governou o Chile, e mais de 30 mil chilenos teriam sido presos ou torturados durante o regime de Pinochet. |
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