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Estado de saúde de Pinochet não é crítico, diz hospital | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O estado de saúde do ex-presidente do Chile Augusto Pinochet evoluiu e não é mais crítico, segundo o último boletim médico, divulgado neste domingo pelo Hospital Militar de Santiago. "Ele recuperou a consciência e a mobilidade", disse a equipe médica por meio do boletim. Pinochet foi internado na manhã de sábado com suspeita de ter sofrido um novo derrame. Advogados de direitos humanos, no entanto, reagiram com desconfiança à notícia. Um deles, Juan Pavin, disse que a internação pode fazer parte de uma estratégia freqüentemente usada pelo general. "Quando não há uma decisão judicial iminente, nada acontece", disse o advogado à BBC. A internação ocorre dias após o juiz Juan Gusmán ter indiciado Pinochet por participação na Operação Condor e às vésperas de um tribunal do Chile se pronunciar sobre o recurso apresentado pela defesa contra a prisão domiciliar do ex-ditador, também decretada por Gusmán. Segundo o general da reserva Guillermo Garín, porta-voz de Pinochet, ele desmaiou enquanto tomava o café da manhã, e foi levado para o Hospital Militar de Santiago, onde está sendo submetido a uma série de exames. Julgamento O juiz Juan Guzmán acusou Pinochet de responsabilidade em dez crimes (nove seqüestros permanentes ou desaparecimentos e um homicídio qualificado) no âmbito da chamada Operação Condor, uma rede de cooperação entre governos militares do Cone Sul nos anos 1970. Durante seu governo, cerca de 3 mil pessoas morreram ou desapareceram por motivos políticos. Outras 27 mil teriam sido torturadas. O Tribunal de Recursos do Chile deve decidir nesta segunda se o recurso tem ou não validade. Aos 89 anos, Pinochet tem diabetes e teria sofrido ao longo dos últimos anos uma série de derrames leves. |
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