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Pinochet perde imunidade em caso de duplo homicídio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal de Apelações de Santiago do Chile retirou a imunidade do ex-presidente Augusto Pinochet para que ele possa ser julgado por sua suposta responsabilidade na morte do ex-comandante e chefe do Exército Carlos Prats e de sua esposa, Sofía Cuthbert. A votação teve 14 votos a favor e 9 contra. É uma nova derrota para o general, que já tinha perdido sua proteção legal e está sob investigação por outro caso de violação de direitos humanos, conhecido como "Operação Condor". A operação consistia na repressão de dissidentes durante as décadas de 70 e 80. O anúncio desta quinta-feira foi feito quatro dias depois que o presidente do Chile, Ricardo Lagos, tornou público o Informe da Comissão Nacional sobre Tortura e Prisão Política, que estabelece que a violação dos direitos humanos foi uma prática sistemática do regime militar. Felicidade A filha mais nova de Carlos Prats acompanhou a votação e não conseguiu conter a felicidade no momento do anúncio da decisão. Ela e suas duas irmãs abriram um processo contra o general Pinochet, acusando-o de ser o responsável pelo assassinato dos pais numa explosão de um carro em Buenos Aires, na Argentina, em 1974. O general Prats estava exilado na Argentina e era um símbolo da oposição ao governo militar do Chile. Pinochet substituiu o general Prats na liderança do Exército apenas algumas semanas antes do golpe militar de setembro de 1973. Os advogados de Pinochet devem apelar contra a decisão na Suprema Corte. Além disso, uma decisão pendente sobre a saúde mental de Pinochet é considerada crucial nos dois processos. Augusto Pinochet, que permaneceu 17 anos no poder do Chile, também é investigado por lavagem de dinheiro. |
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