|
Juiz bloqueia mais de US$ 4 mi em bens de Pinochet | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz chileno determinou nesta quarta-feira o bloqueio de mais de US$ 4 milhões em bens pertencentes ao ex-presidente do Chile, Augusto Pinochet. A medida foi anunciada como parte de um inquérito em que Pinochet é acusado de evasão fiscal. O juiz Sergio Muñoz, encarregado da investigação sobre o ex-líder chileno, anunciou o bloqueio depois de receber da polícia um relatório que indica que a fortuna de Pinochet chega a US$ 13 milhões. Há dois meses, o mesmo juiz determinou que fossem trazidos de volta ao Chile cerca de US$ 8 milhões que Pinochet tinha em contas bancárias no exterior. Banco Riggs No sábado passado, o jornal americano The Washington Post divulgou parte de uma investigação interna que está sendo feita no banco Riggs, que recebeu dinheiro do ex-presidente chileno. Segundo o jornal, o inquérito do Riggs descobriu que Pinochet teria depositado um total de US$ 12 milhões em cerca de dez contas diferentes, abertas com nomes fictícios em sua agência de Miami. Na segunda-feira, Pablo Rodríguez, advogado do ex-líder chileno, disse que Pinochet não havia roubado nada de ninguém, negou a existência de novas contas bancárias e afirmou que nos Estados Unidos era legal usar nomes fictícios em operações com contas. A lei chilena prevê pena de até cinco anos de prisão a quem for condenado pelo crime de que Pinochet está sendo acusado, além de multas de até 300% sobre o total de impostos desviado. Pinochet, que governou o Chile durante o regime militar (1973-1990) também está sendo investigado por seu suposto envolvimento na chamada Operação Condor – uma estratégia coordenada entre governos militares de vários países sul-americanos para eliminar dissidentes políticos nos anos 70 e 80. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||