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França pede julgamento de Pinochet por desaparecidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Promotores na França pediram o julgamento do ex-presidente chileno, o general Augusto Pinochet, pelo desaparecimento de quatro cidadãos franceses na década de 70, sob seu governo. Junto com outros ex-oficiais do Exército, ele é suspeito de ter ordenado a prisão dos franceses. Atualmente o general Pinochet, que está com 88 anos, está em prisão domiciliar no Chile. A Justiça francesa tem seis semanas para decidir se Pinochet e os outros militares chilenos deverão ser julgados à revelia. Acusações preliminares contra Pinochet o apontam como o responsável por "confinamento ilegal acompanhado ou seguido de atos de tortura" dos quatro cidadãos franceses. Desaparecidos Entre os desaparecidos estão Georges Klein, o médico do presidente Salvador Allende, que morreu em um golpe militar liderado pelo general Pinochet em setembro de 1973. Pinochet também deve ser interrogado sobre o desaparecimento do padre Etienne Pesle, em 1974, e dos esquerdistas Alphonse Chanfreau e Lean-Yvez Claudet-Fernandez, em 1975. Pelo menos três mil pessoas foram mortas durante os anos em que Pinochet permaneceu no poder no Chile. Entretanto o general nega qualquer participação na chamada Operação Condor, um plano em que os regimes militares da América do Sul eliminaram seus críticos de esquerda. Em setembro as autoridades chilenas cancelaram a imunidade de Phinochet para que ele seja julgado pela Operação Condor. Médicos que examinaram Pinochet, para saber se ele poderá ser levado a julgamento, ficaram divididos. Um deles diagnosticou demência moderada no general. O juiz chileno Juan Guzman deverá decidir se Pinochet poderá ser julgado pelo seqüestro e morte de seus oponentes. |
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