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Novos exames em Pinochet apontam 'demência moderada' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um médico indicado pelos advogados do general Augusto Pinochet disse que exames realizados no ex-presidente chileno indicam que ele sofre de "demência moderada". Pinochet é acusado de ter seqüestrado, torturado e assassinado centenas de adversários políticos durante o seu governo, entre 1973 e 1990. Os advogados do general devem utilizar o novo diagnóstico médico para tentar evitar que ele seja julgado por abusos de direitos humanos. O juiz Juan Guzman, responsável por um processo contra Pinochet, pediu que os exames fossem realizados para decidir se o general de 88 anos tem condições físicas de ir a julgamento. Os exames divulgados nesta sexta-feira sugerem que o estado de saúde de Pinochet piorou desde que os últimos testes anteriores foram realizados, em 2001. Entrevista "A atitude do paciente durante os exames mostra sinais de danos cerebrais e sua atitude mostra que ele não entende a importância das avaliações, preferindo se concentrar em dores físicas", disse o relatório do neuropsiquiatra chileno Jorge Tapia. "Isso indica um mau julgamento da realidade." Outros dois médicos traçaram veredictos com base nos mesmos exames neurológicos. Um, escolhido pelos advogados de Pinochet, diz que a demência afetou a memória do ex-presidente. O outro, indicado por um grupo de direitos humanos, afirma que o general está mentalmente apto para se defender em um tribunal. Advogados de grupos de direitos humanos argumentam que Pinochet estava lúcido o suficiente para dar uma longa entrevista em dezembro a uma emissora de televisão de Miami. Na entrevista, o general reviveu acontecimentos de três décadas atrás. Pinochet também foi visto recentemente comprando livros em uma movimentada rua da capital chilena, Santiago. |
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