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Suprema Corte cassa a imunidade de Pinochet | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte do Chile anunciou a cassação da imunidade parlamentar do ex-presidente do país Augusto Pinochet. A decisão, tomada com nove votos a favor e oito contra, abre o caminho para o julgamento do ex-ditador chileno por suposto envolvimento em uma campanha coordenada de repressão política na América Latina nos anos 70, a chamada Operação Condor. A Corte, integrada por 17 juízes, ratificou a decisão da corte de Apelações de Santiago que, em 28 de maio, havia aprovado em primeira instância o fim da imunidade do general chileno. Os advogados dos parentes das vítimas alegam que Pinochet, hoje com 88 anos, foi responsável pelo desaparecimento de diversas pessoas durante seu governo entre 1973 e 1990. Depoimento Na quarta-feira, um juiz chileno ordenou o ex-ditador a prestar depoimento por escrito no caso do assassinato do cantor e compositor chileno Victor Jara. Jara foi supostamente torturado e morto pouco depois do golpe militar de 11 de setembro de 1973 em um estádio esportivo em Santiago. A promotoria espera apurar quem estava encarregado do estádio na época. O juiz também ordenou que vários ex-generais do Exército prestem depoimento no caso. A Operação Condor consistia na coordenação de governos militares sul-americanos, inclusive, supostamente, o do Brasil, durante as décadas de 1970 e 1980, para perseguir os opositores políticos. Jara era partidário de Salvador Allende, deposto e morto no golpe. |
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