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Pinochet enfrenta inquérito sobre crimes financeiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O conselho de defensoria pública do Chile anunciou a abertura de um inquérito criminal sobre as alegações de que o ex-ditador chileno, Augusto Pinochet, teria escondido milhões de dólares em contas bancárias secretas no exterior. Também nesta terça-feira, dois advogados haviam apresentado formalmente acusações na Justiça contra o general, dizendo que ele cometeu fraude e outros crimes financeiros. As denúncias têm como base a suposta existência de contas bancárias em nome de Pinochet, sua esposa e empresas de fachada com a assistência do banco americano Riggs. Na semana passada, uma investigação do Senado dos Estados Unidos revelou que Pinochet teria mantido, no período de 1994 a 2002, contas no Riggs de valores entre US$ 4 milhões e US$ 8 milhões (R$ 24 milhões). Investigação “imperativa” Uma das acusações contra Pinochet foi apresentada pela advogada Carmen Hertz, viúva de um político executado pelo regime pouco após o golpe militar liderado por Pinochet em setembro de 1973. A acusação de Hertz, apresentado à Corte de Apelações de Santiago, acusa o ex-governante de fraude fiscal, desvio do dinheiro público e suborno. "É imperativo que no Chile sejam investigadas todas as ações de Pinochet, já que ele fez transferências até pelo menos 2003 de forma lúcida, contradizendo as últimas decisões dos tribunais chilenos de que está louco ou demente", disse Hertz. Pinochet tem 88 anos. Ele já foi alvo de processos por violações dos direitos humanos durante o seu governo. Mas esta é a primeira vez que enfrenta um processo por delitos financeiros. |
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