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Pinochet é ordenado a depor sobre morte de Victor Jara | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz chileno ordenou o ex-ditador Augusto Pinochet a dar depoimento por escrito no caso do assassinato do cantor e compositor chileno Victor Jara. Jara supostamente foi torturado e morto pouco depois do golpe militar de 11 de setembro de 1973, em um estádio esportivo na capital, Santiago. A promotoria espera apurar quem estava encarregado do estádio na época. O juiz também ordenou que vários ex-generais do Exército prestem depoimento no caso. Operação Condor A decisão do juiz foi anunciada num momento em que Pinochet enfrenta uma investigação de alegações de que ele ocultou milhões de dólares em contas bancárias secretas quando estava no poder. A Suprema Corte chilena também deverá decidir sobre um apelo apresentado por seus advogados depois de uma decisão judicial de tirar a imunidade de Pinochet em conexão com a Operação Condor. A operação consistia na coordenação de governos militares sul-americanos, inclusive, supostamente, o do Brasil, durante as décadas de 1970 e 1980, para perseguir os opositores políticos. Jara era partidário de Salvador Allende, deposto e morto no golpe. Jara tinha 38 anos quando foi torturado e morto. Há notícias de que ele foi detido com outras pessoas consideradas "perigosas" pelos militares golpistas. Outros prisioneiros disseram depois que o artista não parou de cantar mesmo quando os guardas o queimaram e quebraram os ossos de suas mãos. Seu corpo foi jogado na rua, tinha 44 buracos de bala e várias fraturas, especialmente nas mãos. Sua esposa, Joan, deixou o país secretamente depois da morte do cantor. Ela levou cassetes com sua música, que se tornou internacionalmente conhecida. Sua obra inclui clássicos da canção popular latino-americana como Te recuerdo Amanda e Manifiesto. |
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