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Pinochet deve ser interrogado nesse sábado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz deve interrogar ainda neste sábado o ex-presidente do Chile Augusto Pinochet. O depoimento faz parte de um processo que investiga acusações de violações dos direitos humanos, incluindo assassinatos com razões políticas, ocorridas durante o regime de Pinochet, de 1973 a 1990. O juiz Juan Guzman vai perguntar a Pinochet sobre a chamada Operação Condor – um plano de coordenação das diversas ditaduras sul-americanas durante as décadas de 70 e 80 com o objetivo de reprimir dissidentes. Há um mês, a Suprema Corte do Chile decidiu que Pinochet poderá ser julgado por violações de direitos humanos, revertendo uma decisão anterior em que a corte considerou o ex-ditador sem condições mentais de enfrentar julgamento. Assim, a imunidade legal de Pinochet foi cancelada. Advogados insatisfeitos Mas os advogados de defesa do ex-ditador, de 88 anos, afirmam que ele não tem condições de saúde para ser interrogado. O juiz Guzman, que bem tentando processar Pinochet há anos, anunciou na sexta que iria à casa de Pinochet neste sábado, para fazer as perguntas pessoalmente. Os advogados de Pinochet já haviam conseguido adiar o depoimento duas vezes, e ficaram furiosos com a decisão. Segundo o advogado Pablo Rodriguez, a decisão do juiz foi "imprudente do ponto de vista humano, e ilegal do ponto de vista jurídico". Mas ele afirmou que o general iria colaborar no processo, "dentro de suas limitações". |
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