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Marinha do Chile admite que praticou tortura em navio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Marinha chilena admitiu pela primeira vez que houve prática de tortura em um de seus navios-escola pouco após o golpe militar de 1973. O comandante da Marinha, almirante Miguel Angel Vergara, afirmou que a sua força lamenta profundamente os abusos ocorridos a bordo do Esmeralda. O navio se tornou um símbolo para ativistas defensores dos direitos humanos. Em suas viagens ao exterior, ele foi muitas vezes recebidos nos portos por manifestantes. Recentemente, o Chile publicou pela primeira vez um relatório oficial sobre a tortura, afirmando que cerca de 30 mil pessoas sofreram maus-tratos. O Exército chileno também admitiu participação nos crimes. A bordo O relatório inclui testemunhos de pessoas que alegam ter sido torturada em 1973 dentro do Esmeralda, disse a agência de notícias Reuters. "Homens e mulheres foram levados ao Esmeralda e, desde o momento em que foram presos, foram agredidos, maltratados e ameaçados", diz o relatório. "As agressões continuaram a bordo", acrescenta o documento. As vítimas de tortura disseram ainda ter recebido choques elétricos, ter sido ameaçadas com falsos pelotões de fuzilamento e que suas cabeças eram seguradas debaixo d´água. Após a publicação do documento, o presidente Ricardo Lagos afirmou que pedirá ao Congresso que aprove indenizações às vítimas, entre elas o pagamento de US$ 190 mensais a cada uma delas. A polícia militar, conhecida como Carabineros, disse que condena a atuação dos seus integrantes que participaram de abusos durante o regime do general Augusto Pinochet. |
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