|
Saída de Gaza pode ser 'coordenada com palestinos', diz Sharon | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel vai coordenar a retirada dos assentamentos judeus na Faixa de Gaza com a nova liderança palestina, disse o premiê israelense Ariel Sharon. "Israel está pronto para coordenar vários elementos ligados ao nosso plano com o governo palestino. Um governo comprometido a se responsabilizar pelas áreas que nós iremos abandonar", afirmou ele em uma conferência em Tel Aviv. Sharon disse ainda que seu governo implementará a retirada até setembro de 2005. O plano prevê que que 8 mil judeus deixem suas casas no território palestino ocupado. Importância O premiê disse que a data de retirada será respeitada "com convicção e sem hesitação". Sharon se mostrou otimista ainda em relação à retomada do processo de paz com os palestinos no ano que vem. "Temos, em 2005, a uma oportunidade histórica de conseguir um grande avanço nas relações com os palestinos. A maior e mais genuína oportunidade para a criação de um relacionamento novo com os palestinos foi criada com a morte de Arafat, que representava o maior obstáculo para a paz", afirmou ele. O moderado líder palestino Mahmud Abbas é o favorito para ganhar as eleições presidenciais marcadas para o dia 9 de janeiro. "Esta iniciativa (a saída de Gaza) é a base para as grandes oportunidades que estão abertas para nós e, possivelmente, uma das decisões mais importantes que fizemos nos últimos anos", disse ele. Shalom Mais cedo, na mesma conferência, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, pediu por um novo encontro internacional para relançar o processo de paz na região. Shalom propôs que se fizesse algo parecido com o encontro de Aqaba, do ano passado, que lançou o último plano, chamado Mapa da Paz. Ele também fez um apelo direto ao presidente sírio, Bashar Assad, para que ele "prove suas intenções reais para com os israelenses". Shalom também pediu para o governo sírio fechar as sedes na capital do país, Damasco, de grupos militantes. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||