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Israel e Egito assinam primeiro acordo comercial em 25 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel e Egito assinaram nesta terça-feira o seu primeiro acordo de parceria comercial, 25 anos depois do tratado de paz de Camp David que normalizou as relações diplomáticas entre os dois países. Negociado com intermédio do governo americano, o acordo prevê o livre acesso de alguns produtos egípcios ao mercado dos Estados Unidos, em troca do aumento nas relações comerciais do Cairo com Israel. O Egito relutava em aderir a um acordo desse tipo, já que a iniciativa é impopular no mundo árabe e entre grande parcela da população egípcia. O ministro da Indústria e Comércio israelense, Ehud Olmert, foi ao Egito assinar o acordo, junto com o ministro da mesma pasta egípcio, Mohammed Rashid, e o secretário do Comércio americano, Robert Zoellick. 'Bom negócio' "É um bom negócio para Israel, bom negócio para o Egito e bom negócio para os Estados Unidos", declarou Olmert. "E é mais importante para o sonho de mudar a atmosfera no Oriente Médio." O Egito foi o primeiro país a romper o boicote do mundo árabe ao Estado judeu e normalizar suas relações. Mas a paz entre israelenses e egípcios costuma ser descrita como uma "paz fria". O governo egípcio retirou o seu embaixador de Tel Aviv recentemente, durante a intifada palestina. Desde 1995 já existia a proposta de acordo comercial, mas o Egito se negava a assiná-lo. Na semana passada, num sinal de que deseja ter um papel mais ativo na mediação do processo de paz israelo-palestino, o Egito disse que pretende em breve mandar de volta seu representante a Israel. De acordo com o acordo firmado, zonas industriais de operação conjunta serão construídas na Grande Cairo e nos portos de Alexandria e Port Said. Os produtos estarão livres de impostos em solo americano, contanto que 35% da produção seja resultado de cooperação do país com Israel. Israel já possui um acordo comercial parecido com a Jordânia. Respondendo às críticas internas sobre uma eventual aproximação com Israel, o presidente da Associação dos Empresários Egípcios, Gamal el-Nazer, afirmou: "Temos que mudar muito a nossa mentalidade. Se você olhar para outras partes do mundo, verá as coisas de forma diferente." "Os alemães e os franceses eram os maiores inimigos e agora são aliados. Não podemos continuar falando indefinidamente sobre inimigos", acrescentou. |
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