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Israel conclui 1ª rodada de negociações com oposição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Partido Trabalhista de Israel, de oposição, concluiu neste domingo a primeira rodada de negociações sobre uma proposta de coalizão com o governo do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. De acordo com representantes das duas partes, um anúncio formal de coalizão governamental deverá ser feito em breve. Um negociador do partido governista, o Likud, afirmou que o acordo poderá sair em menos de uma semana. Mas segundo o Partido Trabalhista, ainda há alguns obstáculos a serem vencidos como por exemplo, se o partido irá ocupar pastas importantes no novo gabinete. 'Preço da paz' O líder trabalhista Shimon Peres disse que o partido quer assegurar a retirada de assentamentos judaicos da Faixa de Gaza e partes da Cisjordânia. "Retirar colonos e assentamentos é difícil. O preço é a paz", comentou Peres antes da votação do seu partido sobre a possível coalizão. Os trabalhistas também querem pressionar o governo a prosseguir com o plano de paz com os palestinos. Sharon precisa do apoio dos trabalhistas para evitar ter que convocar eleições antecipadas. Paz O premiê convidou o Partido Trabalhista para se unir ao seu gabinete, na sexta-feira, dias após a saída do governo do partido de centro Shinui e a perda da maioria parlamentar. O Likud, partido de Sharon, aprovou na quinta-feira a anulação de uma cláusula que previa a proibição de um governo de coalizão com os trabalhistas. Dos cerca de 3 mil membros do Likud, 62% votaram a favor da anulação. Sharon também conversou com os líderes de outros dois partidos ultra-ortodoxos. O Shas e o Judaísmo da Torá estão sendo convidados a participarem do governo também. Alguns membros do Likud acreditam que eles são um importante contrapeso a qualquer influência esquerdista dos trabalhistas. |
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