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Colonos protestam contra plano de retirada de Sharon | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Colonos judeus que vivem em territórios palestinos fizeram nesta quinta-feira uma série de manifestações em Israel contra os planos do governo do país de retirá-los da Faixa de Gaza e de parte da Cisjordânia. Em Jerusalém, cerca de três mil colonos e outras pessoas participaram de passeatas. Muitos deles protestaram em frente à casa do primeiro-ministro, Ariel Sharon. A correspondente da BBC em Jerusalém Barbara Plett diz que, apesar de as manifestações terem reunido um grande número de pessoas, o comparecimento foi menor do que o esperado pelos organizadores. Rabino Muitos manifestantes carregavam bandeiras cor laranja, que se tornaram símbolo de sua campanha. Os protestos, convocados em cem diferentes locais, aconteceram depois que um influente rabino pediu que soldados israelenses desobedecessem às ordens do governo para retirar os colonos dos territórios palestinos. O rabino, Avraham Shapira, disse que cumprir essas ordens seria tão errado quanto desrespeitar o Sabá (o dia sagrado de descanso judaico) ou ingerir comida não-kosher (preparada segundo os preceitos religiosos judaicos). De acordo com o plano de Sharon, cerca de oito mil colonos devem ser retirados da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. O primeiro-ministro quer que todos os colonos e militares saiam até o começo de 2005. Na abertura de uma sessão no parlamento, Sharon disse que o plano de retirada será debatido em 25 de outubro. As manifestações desta quinta-feira marcaram o ápice de uma série de protestos que vêm ocorrendo há uma semana contra os planos de Sharon. |
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