|
ONU prevê crise humana na Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU (Organização das Nações Unidas) lançou um alerta nesta quinta-feira para uma crise humanitária iminente na Faixa de Gaza, com 72% dos palestinos vivendo em condições de pobreza no final de 2006. O relatório especial da entidade diz ainda que as restrições israelenses dificultam a entrega e a distribuição de artigos de emergência na região. Desde o dia 28 de setembro, 82 palestinos e cinco israelenses foram mortos em Gaza, incluindo 26 crianças, segundo informações do relatório. Hoje, mais cinco palestinos foram mortos, incluindo dois meninos que estavam a caminho da escola. Elaborado por 12 agências da ONU, o documento faz um apelo para Israel permitir o livre acesso da organização na Faixa de Gaza. "As agências das Nações Unidas reconhecem as preocupações de segurança legítimas de Israel, principalmente a necessidade de interromper ataques de mísseis e morteiros palestinos em áreas civis", diz o relatório. "Porém, suas ações devem estar em conformidade com a lei humanitária internacional e não se deve usar força desproporciol", acrescenta o documento. Pobreza Segundo o documento, os moradores da região têm dificuldade em encontrar emprego, exportar bens, mudar para fora de Gaza e mandar suas crianças à escola. Atualmente, 66% dos palestinos em Gaza vivem com menos de U$ 2 por dia (valor da linha de pobreza definido pela ONU), e a organização estima que cerca de 120 prédios são demolidos por mês pelo Exército israelense. O relatório da ONU é divulgado no momento em que a operação militar israelense em Gaza entra no seu oitavo dia. A iniciativa desencadeou uma nova onda de violência entre palestinos e israelenses. Nesta quinta-feira, a agência para refugiados palestinos Unwra conseguiu entrar pela primeira vez no campo de Jabaliya para suprir os moradores com comida e artigos de primeira necessidade. Cerca de 1,4 mi de palestinos vivem em Gaza, incluindo 900 mil refugiados de conflitos anteriores com Israel. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||