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Ação em Gaza é crime de guerra, diz palestino na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O representante da Autoridade Palestina na ONU, Nassef Al-Kidwa, disse que a atual operação militar israelense na Faixa de Gaza é um crime de guerra. O comentário foi feito nesta segunda-feira durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, em que estava sendo discutida uma resolução para pedir a Israel que abandone a ofensiva. Israel lançou a operação na quarta-feira em resposta a um ataque com míssel palestino, que matou duas crianças israelenses na cidade de Sderot. O embaixador israelense na ONU, Dan Gillerman, disse que esses ataques palestinos são um crime, e qualificou a resolução de uma tentativa de punir as vítimas, não os responsáveis por crimes. Pelo menos mais seis palestinos morreram na ofensiva israelense nesta segunda-feira. Mais mortes As últimas mortes ocorreram durante um ataque de tanques israelenses no campo de refugiados de Jabaliya, onde tem se concentrado a maior parte da violência desde a semana passada. Mais de 65 palestinos, além de cinco israelenses, morreram desde o início da operação militar. O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que as operações vão continuar até que acabem os ataques com mísseis palestinos contra alvos de Israel. Quatro dos palestinos mortos em Jabaliya foram identificados como membros do Hamas, que estariam colocando uma bomba perto de uma área utilizada por tropas israelenses. Dois comandantes do Hamas também ficaram feridos em outros bombardeios na Cidade de Gaza. Enquanto isso, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, dois palestinos e um policial israelenses foram mortos durante uma operação israelense para prender supostos militantes do Hamas. Mais foguetes Mas, apesar da ampliação da presença militar israelense, militantes palestinos conseguiram disparar dois foguetes na manhã desta segunda-feira e feriram levemente uma pessoa em Sderot. Segundo um correspondente da BBC na região, Israel tem usado uma nova estratégia de ataque: equipamentos de alta tecnologia e aviões sem piloto para atacar alvos palestinos. "Vamos expandir as áreas de operação para eliminar os ataques a míssil de uma vez por todas", disse Sharon, no domingo, à rádio estatal de Israel. A liderança palestina condenou a incursão israelense e classificou a operação de "terrorismo de Estado e crime de guerra" e deu sinais de que os militantes deveriam parar com os ataques aéreos. Os Estados Unidos pediram a Israel que limite a ofensiva, e a França e a Rússia expressaram preocupação. Analistas dizem que os ataques palestinos com mísseis podem aumentar a oposição ao plano de Sharon de acabar com os assentamentos judeus na Faixa de Gaza. Mas o primeiro-ministro afirma que a desocupação vai acontecer como anunciado. A Faixa Gaza foi ocupada por Israel na guerra de 1967. |
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