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EUA vetam resolução da ONU sobre Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos vetaram nesta terça-feira uma proposta de resolução apresentada ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que pedia o fim imediato das atuais operações militares de Israel na Faixa de Gaza e a retirada israelense do território palestino. A resolução foi aprovada por 11 países do Conselho, inclusive o Brasil. Grã-Bretanha, Alemanha e Romênia se abstiveram. Antes da votação, o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos Adam Ereli disse que a resolução "não estava balanceada", já que não condenava os ataques feitos contra Israel. No entanto, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse esperar que Israel finalize a ofensiva na região rapidamente. Powell disse que Israel precisa responder aos ataques contra o país, mas que esperava que a resposta fosse "proporcional à ameaça que Israel está sofrendo". Ataques Nesta terça-feira, o Exército israelense realizou dois ataques aéreos na Faixa de Gaza, matando pelo menos quatro palestinos. No primeiro deles, morreram dois membros do Jihad Islâmico, incluindo Bashir Al-Dabbash, um importante comandante da organização extremista. O segundo ataque matou dois membros do grupo Brigada de Mártires de Al-Aqsa e deixou quatro pessoas feridas. Mais de 70 palestinos e cinco israelenses morreram desde o início da última ofensiva de Israel na região, que começou há seis dias. Vingança Segundo o governo israelense, a operação do Exército visa atingir militantes que Israel acusa de realizar ataques contra o país. Israel confirmou que sua força aérea realizou o ataque e afirmou que Al-Dabbash era responsável por dezenas de ataques a alvos israelenses. Militantes retiraram o corpo dos destroços do carro, atirando para o ar e prometendo vingança. As forças de segurança de Israel disseram que iniciaram conversas com um representante palestino, em que os israelenses teriam pedido uma garantia de que o grupo militante Hamas não atacaria mais Israel. Em troca, as forças israelenses decretariam o fim das operações em Gaza. Autoridades Palestinas, porém, não confirmaram a existência de conversas. Mais cedo, soldados israelenses mataram a tiros uma menina palestina que estava a caminho da escola na parte sul da Faixa de Gaza. Iman Al-Hams foi atingida 20 vezes, incluindo cinco tiros na cabeça, segundo um médico palestino. Uma fonte militar disse que a garota entrou em uma área restrita, e os soldados pensaram que sua mochila continha uma bomba. |
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