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Atualizado às: 05 de outubro, 2004 - 23h22 GMT (20h22 Brasília)
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EUA vetam resolução da ONU sobre Gaza
Menino palestino ferido é levado a hospital
As operações de Israel em Gaza começaram há seis dias
Os Estados Unidos vetaram nesta terça-feira uma proposta de resolução apresentada ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que pedia o fim imediato das atuais operações militares de Israel na Faixa de Gaza e a retirada israelense do território palestino.

A resolução foi aprovada por 11 países do Conselho, inclusive o Brasil. Grã-Bretanha, Alemanha e Romênia se abstiveram.

Antes da votação, o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos Adam Ereli disse que a resolução "não estava balanceada", já que não condenava os ataques feitos contra Israel.

No entanto, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse esperar que Israel finalize a ofensiva na região rapidamente.

Powell disse que Israel precisa responder aos ataques contra o país, mas que esperava que a resposta fosse "proporcional à ameaça que Israel está sofrendo".

Ataques

Nesta terça-feira, o Exército israelense realizou dois ataques aéreos na Faixa de Gaza, matando pelo menos quatro palestinos.

No primeiro deles, morreram dois membros do Jihad Islâmico, incluindo Bashir Al-Dabbash, um importante comandante da organização extremista.

O segundo ataque matou dois membros do grupo Brigada de Mártires de Al-Aqsa e deixou quatro pessoas feridas.

Mais de 70 palestinos e cinco israelenses morreram desde o início da última ofensiva de Israel na região, que começou há seis dias.

Vingança

Segundo o governo israelense, a operação do Exército visa atingir militantes que Israel acusa de realizar ataques contra o país.

Israel confirmou que sua força aérea realizou o ataque e afirmou que Al-Dabbash era responsável por dezenas de ataques a alvos israelenses.

Militantes retiraram o corpo dos destroços do carro, atirando para o ar e prometendo vingança.

 O grupo Jihad Islâmico não será destruído por esse martírio. O braço armado do grupo vai responder a esse ataque com duros ataques contra a entidade sionista.
Khaled al-Batsh, líder político do Jihad Islâmico em Gaza

As forças de segurança de Israel disseram que iniciaram conversas com um representante palestino, em que os israelenses teriam pedido uma garantia de que o grupo militante Hamas não atacaria mais Israel. Em troca, as forças israelenses decretariam o fim das operações em Gaza.

Autoridades Palestinas, porém, não confirmaram a existência de conversas.

Mais cedo, soldados israelenses mataram a tiros uma menina palestina que estava a caminho da escola na parte sul da Faixa de Gaza.

Iman Al-Hams foi atingida 20 vezes, incluindo cinco tiros na cabeça, segundo um médico palestino.

Uma fonte militar disse que a garota entrou em uma área restrita, e os soldados pensaram que sua mochila continha uma bomba.


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