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Sharon acusa Irã de usar espiões árabes israelenses | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, acusou o Irã de estar utilizando cidadãos árabes israelenses como espiões em seu país. Suas declarações, feitas à imprensa local na segunda-feira, acontecem em um momento em que aumentam as tensões entre os dois rivais no Oriente Médio. Israel afirma que Teerã estaria nas últimas etapas do processo de desenvolvimento de armas nucleares – fato negado pelo governo iraniano, que diz estar apenas interessado em energia nuclear para fins pacíficos. Sharon disse que organizações religiosas islâmicas em Israel vêm sendo utilizadas como fachada para a atuação dos espiões contratados pelo Irã. Movimento Islâmico "O Irã é sem dúvida um país muito perigoso, que opera entre os árabes israelenses por intermédio do Movimento Islâmico", afirmou o primeiro-ministro. "Embora a maioria dos árabes israelenses queira viver uma vida tranqüila, há uma minoria que é controlada pelo Irã." Os árabes israelenses são cerca de 20% da população de Israel. Têm origem palestina, reclamam de ser tratados como cidadãos de segunda classe e, muitos deles, apóiam o levante palestino nos territórios ocupados. O Movimento Islâmico, maior organização política dos árabes israelenses, já foi acusado no ano passado por promotores do país de ter ajudado a encaminhar dinheiro aos militantes do Hamas e de ter mantido contatos com um agente iraniano no Líbano. |
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