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Irã começa testes para enriquecer urânio no país | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã começou a converter urânio em um tipo de combustível que pode ser usado no processo de fabricação de armas nucleares. O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Reza Aghazadeh, disse que 37 toneladas de urânio mineral foram convertidas no combustível para ser usado em centrífugas nucleares. O movimento contraria apelos feitos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), para que as atividades de enriquecimento de urânio fossem suspensas. O presidente do Irã, Mohammad Khatami, disse que seu país irá continuar a desenvolver tecnologia nuclear, mesmo se, para isso, as inspeções internacionais tiverem que ser suspensas. Testes De acordo com Aghazadeh, o processo de conversão de urânio seguirá em frente. "Uma parte das 37 toneladas já foi usada para o teste", disse ele. "Os testes foram bem-sucedidos, mas esses testes têm que continuar usando o resto do material", afirmou. Urânio convertido é o combustível usado em centrífugas nucleares, máquinas que fazem o enriquecimento do urânio. O urânio enriquecido pode ser usado para reatores nuclares, mas também serve como explosivo para bombas atômicas. Aghazadeh disse que seu país concorda em tomar medidas para aumentar a confiança no Irã e vai continuar a cooperar com a AIEA. No fim de semana, a agência aprovou uma resolução para pedir ao Irã que suspenda, com urgência, o enriquecimento de urânio, além de garantir acesso dos inspetores da AIEA ao país. Os Estados Unidos acusam o Irã de buscar a fabricação de armas nucleares, mas o Irã insistiu que seu programa nuclear tem fins puramente pacíficos. |
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