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Israel vê marca da Al-Qaeda em ataques no Egito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades israelenses acusaram a organização Al-Qaeda de envolvimento na série de explosões de bombas que deixou pelo menos 29 mortos e mais de cem feridos em hotéis de luxo da Península do Sinai, no Egito. Integrantes do governo israelense e especialistas disseram que a forma como o ataque foi organizado é semelhante à maneira como a Al-Qaeda costuma agir. A maior das três explosões atingiu o hotel Hilton em Taba, na fronteira do Egito com Israel, e deixou 26 mortos. As outras duas mataram outras três pessoas em uma área de camping perto de Nuweiba, a 60 km do hotel. "Na minha opinião, isso parece mais uma obra de grupos terroristas internacionais como a Al-Qaeda ou algumas ramificações dela", disse, em Taba, o vice-ministro da Defesa de Israel, Zeev Boim Nenhuma organização assumiu responsabilidade pelos ataques, e o grupo militante palestino Hamas negou qualquer envolvimento nas explosões. Sangue A região é muito freqüentada por turistas israelenses, que foram as maiores vítimas dos ataques. Entre os mortos também estão alguns egípcios e pelo menos um russo. Um representante do Exército de Israel disse que pelo menos 38 israelenses permanecem desaparecidos. Na cidade de Taba, dez andares do hotel Hilton desabaram, e acredita-se que mais vítimas estejam soterradas. Equipes de resgate de Israel continuam a escavar os escombros em busca de sobreviventes e de corpos das vítimas. De acordo com Yair Naveh, do Exército israelense, ainda há esperança de se encontrar sobreviventes porque"existem bolsões de ar" entre os destroços. Autoridades israelenses dizem que a explosão no hotel foi causada por um carro-bomba e que, minutos depois, um militante suicida detonou outra carga de explosivos. Israel adotou um plano de retirada dos turistas israelenses do Egito e milhares começaram a deixar o país em ônibus especialmente enviados pelo governo israelense para recolhê-los. Há pelo menos 12 mil israelenses na Península do Sinai atualmente. No mês passado, os cidadãos israelenses foram alertados para não visitara região do Mar Vermelho, onde poderiam ser alvos de possíveis ataques. O incidente ocorreu na última noite da semana do festival Sukkot, comemorado pelos judeus, quando milhares de israelenses viajam para a região. |
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