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Parente de Arafat escapa de explosão de bomba em Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O general Moussa Arafat, parente do líder palestino Yasser Arafat, escapou nesta terça-feira da explosão de um carro-bomba no centro da cidade de Gaza. O general estava em um dos veículos de um comboio que deixava o complexo de segurança da Autoridade Palestina na cidade quando a bomba explodiu em frente ao local. Autoridades palestinas descreveram o episódio como uma tentativa de assassinato contra Moussa Arafat. A explosão não deixou nenhum ferido, e autoridades de Israel negaram qualquer envolvimento do país no atentado. Membros das forças de segurança palestinas reagiram ao ataque com disparos de armas de fogo. De acordo com Alan Johnston, correspondente da BBC em Gaza, o ataque criou um clima de grande tensão no local. Em julho, a indicação de Moussa Arafat para o cargo de comandante-geral da segurança em Gaza foi recebida com protestos e acusações de nepotismo e corrupção. Após a reação negativa, Arafat concordou em substituir o general, mas manteve o parente em um cargo importante na estrutura de segurança palestina. Estudante Mais cedo, em outro incidente em Gaza, tropas israelenses balearam uma garota palestina de 11 anos que estava parada na porta de sua escola. Ghadir Mokheimer foi atingida no peito quando tropas abriram fogo em direção à escola. Os militares israelenses disseram que os disparos foram uma reação a um ataque de morteiros. Uma estudante do mesmo campo de refugiados, em Khan Younis, foi morta no mês passado depois de ser baleada na cabeça em sala de aula. As tropas israelenses já haviam se envolvido em uma outra polêmica na semana passada, uma outra garota palestina foi morta a balas por militares em Rafah. A Unrwa, agência da ONU para refugiados palestinos, diz que este é o quarto incidente deste tipo nos últimos dois anos. Uma declaração da Unrwa diz que a agência "repetidamente pediu às autoridades israelenses que se interrompam os tiros em direção a escolas". A agência diz que Israel costuma negar que seus soldados tenham se envolvido em incidentes desse tipo ou cita razões de segurança para justificar sua posição. "Peter Hansen, o comissário-geral da Unwar, exigiu que tiroteios desse tipo cessem", disse a declaração da Unrwa. Israel ocupa a Faixa de Gaza desde que dominou a região na guerra de 1967. O governo israelense pretende começar a retirar de Gaza os 8 mil colonos judeus que vivem na região, e os militares que os protegem, no ano que vem. |
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