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Rebeldes do Haiti 'se dirigem para a capital', diz líder | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um líder dos rebeldes que tomaram cidades no Haiti durante a crise no país no início do ano prometeu nesta quarta-feira restaurar a ordem na capital haitiana, Porto Príncipe. O comandante rebelde Remissainthe Ravix disse à agência de notícias Associated Press que rebeldes de todo o país estão se dirigindo a Porto Príncipe. “Nós vemos gângsters do (partido) Lavalas (milícias leais a Aristide) matando pais quando eles levam crianças à escola, o comércio não pode abrir, a vida não pode continuar (...) nós não podemos permitir isso”, disse. Os rebeldes exigiam no início do ano a renúncia do presidente Jean-Bertrand Aristide, que deixou o cargo no final de fevereiro - o que abriu caminho para meses de relativa estabilidade no Haiti. Governo “sem recursos” A atual onda de violência no país foi iniciada em setembro em uma manifestação de simpatizantes do ex-presidente, que têm força em algumas favelas de Porto Príncipe. Mais de 40 pessoas morreram nas últimas duas semanas, e só na semana passada cinco corpos decapitados foram encontradas na cidade. De acordo com jornalistas que estão no Haiti, o governo interino do primeiro-ministro Gerard Latortue não tem os recursos para impor a ordem no país, caso os rebeldes e os grupos pró-Aristide entrem em um confronto aberto. Os simpatizantes do ex-presidente estão exigindo a libertação de políticos ligados a Aristide, que foram presos sob a suspeita de orquestrar a diferença. As forças de paz da ONU no Haiti, lideradas pelo Brasil, estão sobrecarregadas, atuando também na assistência a desabrigados na região noroeste do país – onde enchentes associadas à passagem de uma tempestade tropical deixaram centenas de mortos. O número de soldados da ONU no país é menos da metade do autorizado pelo Conselho de Segurança da organização, e o comandante da força, o general brasileiro Augusto Heleno, já cobrou que outros países enviem mais soldados para o país. Jean-Bertrand Aristide, que vive no exílio na África do Sul, disse que foi forçado a abandonar o poder. |
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