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Partidários de Aristide voltam às ruas no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As forças de paz da ONU no Haiti continuavam, neste sábado, batalhando para controlar os protestos de haitianos que apóiam o presidente deposto do país, Jean-Bertrand Aristide. Pelo menos sete pessoas morreram até agora, quatro deles policiais, de acordo com o chefe da polícia, Leon Charles. Os corpos decapitados de três policiais foram encontrados na sexta-feira. O comércio fechou as portas na capital, Porto Príncipe, depois que os partidários de Aristide bloquearam as ruas e destruíram carros. O primeiro-ministro interino, Gerard Latortue, disse que a polícia local havia matado vários deles, mas não deu mais detalhes. A violência explodiu na cidade na quinta-feira, com partidários de Aristide tomando as ruas e exigindo que ele voltasse do exílio, na África do Sul, para retomar o governo do país. Aristide deixou o país no dia 29 de fevereiro, em meio a uma rebelião sangrenta. Ele diz ter sido sequestrado por agentes americanos, mas o governo americano diz que ele deixou o país espontaneamente. Além da violência, o país está sofrendo as consequências das tempestades que atingiram a ilha nas últimas semanas. A ONU disse que são necessários US$ 60 milhões para atender às vítimas, e que a falta de segurança está dificultando os trabalhos de ajuda aos desabrigados. O furacão Jeanne, que atingiu o país na semana passada, matou mais de 1.500 pessoas e deixou 200 mil sem casa. A missão da ONU diz que precisa pelo menos mais 1 mil homens para ajudar a proteger os comboios de alimentos em direção a Gonaives, onde estão a maioria das vítimas. |
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