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ONU pede reforços para entregar comida no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A falta de meios para impor a lei e a ordem prejudica a entrega de alimentos na cidade de Gonaives, no Haiti, a mais atingida pela passagem da tempestade tropical Jeanne no país. A afirmação é de funcionários de agências humanitárias da ONU que estão no Haiti para ajudar as vítimas do furacão. Eles pediram o envio de reforços militares para manter a ordem na cidade, onde estima-se que 200 mil pessoas estejam desabrigadas e passando fome após a passagem do Jeanne. O número de mortes causadas pela tempestade pode passar de 2 mil – 1,5 mil já foram confirmadas, enquanto 900 pessoas seguem desaparecidas. Gangues "Está muito difícil conseguir comida, as pessoas estão ficando muito frustradas", disse Manette Jean, moradora de Gonaives, à agência de notícias Associated Press. Em algumas oportunidades, forças de paz da ONU que estão no Haiti tiveram que controlar a multidão que buscava comida com gás lacrimogêneo e tiros para o alto. As forças de paz solicitaram um reforço de 3,7 mil soldados para conseguir lidar com a situação – hoje, ela é composta por 3 mil militares. "Precisamos de mais soldados para garantir que a ajuda seja prestada com calma", disse Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitarios. O chefe da área de segurança da missão da ONU no Haiti, o canadense John Harrison, disse que gângsteres armados estão em ação em Gonaives. "Há um grande problema com gangues", disse Harrison. "Acho que as coisas podem piorar." |
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